<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141</id><updated>2011-10-22T13:02:57.209-07:00</updated><title type='text'>Prefácio ao Pensamento</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-7242393203366253655</id><published>2011-05-22T09:42:00.001-07:00</published><updated>2011-05-28T21:24:31.667-07:00</updated><title type='text'>Uma Proposta de Crise Epistemológica na Ciência - 2º Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JhNvp8_AtBs/Tdk9MdN1aGI/AAAAAAAAAFQ/KVLJqjtrH1g/s1600/KuhnCycleOnly.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609582095077042274" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-JhNvp8_AtBs/Tdk9MdN1aGI/AAAAAAAAAFQ/KVLJqjtrH1g/s200/KuhnCycleOnly.gif" /&gt;&lt;/a&gt; Considerando a temática devidamente prefaciada, a segunda parte dessa sessão de posts tratará diretamente de questões práticas relacionadas à atividade científica atual, justamente com o que deveriam ser suas considerações epistemológicas. Ou, das relações da ciência com a falta de epistemologia inerente ao que deveria ser a prática, no mínimo racional, desenvolvida pela capacidade humana de perscrutar os fenômenos. Pessoalmente, acredito que durante toda a história científica a construção do conhecimento esteve cercada por dogmas das mais variadas vertentes, e ao contrário do que foi proclamado pela classe científica (em tons de acusação), a dogmatização mais nociva no campo científico teórico-empírico não é a religiosa, mas o próprio dogma científico – cientificismo.&lt;br /&gt;No post anterior a intenção determinística laplaciana para o universo exemplifica a junção entre a bajulação (provindo do interesse político ainda existente hoje) e o desejo pessoal, sendo o segundo, enquadrado na tentativa de marcar a história com uma suposta ideia “revolucionária”, fugindo dos padrões trilhados pela ciência da época. É óbvio que fugir dos padrões científicos do seu tempo é concebível, no entanto, deve ocorrer como uma consequência para o que as evidências direcionam, sempre considerando a qualidade epistemológica do campo que se está trabalhando. No caso da matemática, o caráter metafísico, separado da experiência fenomenológica que ela mesma descreve, se justifica apenas em si mesmo com as relações lógicas, sem precisar de uma problemática empírica a fim de impulsionar o desenvolvimento pelos moldes metafísicos.&lt;br /&gt;O fato é que, o local de gestação das relações lógicas matemáticas, deveria servir de incômodo pra parte da classe científica atual (e porque não dizer da ciência histórica?), mas é justamente o meio pelo qual se justificam e se orgulham por obtê-la – a razão. No entanto, para que nenhuma injustiça seja cometida antes de afirmar algo, é preciso se ater ao fato de que a posição ideológica, quanto modelo considerado e atribuído aos fenômenos da natureza, é completamente pertinente na atividade do cientista: ele aceita uma cosmovisão pré-estabelecida pré estabelecida em sí por um mecanismo que ele desconhece, seja ela naturalista, materialista, panteística, animista e etc...; acreditando ser tal cosmovisão o produto da sua atividade investigativa, ou melhor, o lugar onde pra ele convergiu apontado pelas evidências empíricas. E é justamente neste ponto que inicia a pratica da “militância falaciosa”. O que “proteladamente” estou querendo dizer é que, o campo da razão humana, responsável pela gestação e desenvolvimento da lógica matemática, de fato, é o mesmo que ao longo dos séculos propôs, especulou e ampliou a atividade supranatural do homem racional com a divindade. Ou seja, o útero estruturado pela razão humana que pariu a matemática, da mesma forma, lançou ao mundo a teologia. E sem sombra de dúvida, nessa “família” a teologia é o irmão mais velho que durante séculos (considerando o exemplo histórico) serviu muito bem à humanidade de mãos dadas com a “irmã mais nova”.&lt;br /&gt;A suposta e restrita incompatibilidade entre a teologia e a matemática, mais tem sido o resultado da escolha de uma cosmovisão pessoal do que do próprio exercício da razão, isso devido à intrínseca insuficiência correspondente à atividade investigativa. E a base que se opoe a essa visão é justamente a auto suficiência racional da lógica matemática, de tomar para si apenas a conceptualização dos sinais da linguagem para se auto descrever, não dependendo de uma problemática externa à mente humana, concebida mediante os sentidos, como a química, a física e a biologia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma.&lt;br /&gt;Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.”&lt;/em&gt; Nietzsche &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desconsiderando a vida prática de Nieztsche que foi antagônica a esse pensamento, a prática científica investigativa deve ser um enlace entre o exercício da dúvida e a honestidade de assumir, ou a incompletude do modelo proposto, ou o caráter inerente de lei limite da proposta. O fato é que nem todo campo de pesquisa aplica em si a sustentabilidade epistemológica, cuidando em fazer uma ciência em prol unicamente do desenvolvimento imparcial do conhecimento. Os preconceitos individuais do cientista são inseparáveis da prática exploratória, no entanto, existem preconceitos irrelevantes, e outros, completamente nocivos. O materialismo é um deles porque é dogmático, engessado, pragmático, insustentável, e o pior, é completamente insuficiente diante da complexidade não só da natureza investigada, como também, diante da obscura relação entre observador e objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;O problema do dogma evolucionista frente à quebra de paradigma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta parte do post, penso ser relevante primeiramente apontar o dogma em questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Nada em biologia faz sentido exceto à luz da evolução&lt;/em&gt;" - Theodosius Dobzhansky (1900-1975)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente a teoria evolucionista tem sido adotada e ensinada nas universidades com a mesma qualidade inerrante das escrituras sagradas cristãs. Talvez a primeira tentativa de justificar o dogma theodosiano tenha sido com o desenvolvimento do neodarwinismo causado pelo avanço do conhecimento no campo da química aplicada à genética dos seres vivos. Mesmo desconhecendo a existência do DNA (isso pra não dizer do átomo) e desconsiderando princípios fundamentais de termodinâmica, Darwin propôs um modelo de mutação fisiológica e hereditária para os seres vivos se baseando simplesmente em observações oculares, desprovido de qualquer experimentação reprodutiva daquilo que estava propondo. O fato é que, num período pós iluminista, marcado pela ascensão de uma pueril ciência experimental, uma cosmovisão alternativa que viesse a desvencilhar a sociedade da manipulação clerical que ainda subjugava a economia e a política às suas imposições seria, muito bem vinda.&lt;br /&gt;Antes, é preciso considerar que, em termos de proposta científica diante das especulações acerca do desenvolvimento dos seres vivos na terra, a teoria evolucionista é satisfatória mediante suas limitações e lacunas - que diga-se de passagem, a faz semelhante a um queijo suíço; mas que funciona limitadamente (como as leis de Newton) diante da problemática apresentada pela biologia e pela classificação das espécies em termos taxonômicos. O pensamento de Theodosius é cabal e impositivo, e “estupra” a filosofia da ciência que ao longo de mais de dois mil anos vem tateando a natureza da interface entre objeto e observador, e que ainda se mostra não solucionável. É fato que a polêmica do século XIX ecoa ainda hoje no que diz respeito ao caráter teórico da evolução, no entanto, a polêmica, a rejeição e a aceitação da teoria evolucionista são alimentadas pela falta de conhecimento da mesma, e ainda, da falta de conhecimento das intenções darwinianas. Os naturalistas e materialistas eram alimentados pelo instinto positivista da revolução, ainda embebedados pelas novas vias de lucro monetário e intelectual produzidos pela revolução francesa; no entanto, eram suprimidos pela hegemonia religiosa da época, necessitando de uma suposta “arma” argumentativa vestida de uma pseudo comprovação empírica (observação ocular apenas) – Darwin serviu como uma luva de seda no casco de um jumento.&lt;br /&gt;O resultado do desejo de segregar a ciência natural dos domínios religiosos (numa concepção ampla de religião) é o atraso do desenvolvimento científico. A sensatez de invocar as bases epistemológicas e comprovar a ruptura de paradigma kuhniana, ou, em outro sistema, a legitimidade de uma teoria científica por meio do exercício da sua falseabilidade (Popper), não pode se aplicar a teoria evolucionista que mesmo recebendo o título de “teoria” é colocada no pedestal dogmático do cientificismo como intocável. Fato que está levando o embate a rotular os mais moderados de evolucionistas, e ainda, de darwinistas aqueles que fazem suas preces na sacristia simiesca. Mesmo impondo a atividade de questionar a veracidade da teoria evolutiva ao religioso “fundamentalista”, não era esperado que até o religioso tirasse sua capa “dogmática” e exercitasse a sensatez de considerar a evolução em seu caráter genuíno de teoria – sendo Francis Collins e Alister McGrath belos exemplos de autoridade nesse campo.&lt;br /&gt;Atualmente, em termos de mudança, é mais fácil ter o próprio pessimismo municionado com a realidade pós moderna que faz ciência com uma máquina pragmática de molde materialista. Mas há motivos para acreditar que haverá sempre uma minoria em prol da ciência genuína, alheia à especulação condicionada aos interesses econômicos e relativísticos em suprimir a qualidade do exercício da razão por meio do viés teológico – subjugando-o ao escárnio inconsciente da classe leiga que alimenta os cofres bancários dos neoateus ativistas. Recentemente, a bióloga evolucionista Lynn Margulis em entrevista a revista &lt;a href="http://discover.coverleaf.com/discovermagazine/201104?pg=68#pg68"&gt;Discover&lt;/a&gt; fez a seguinte declaração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“[…] Este é o problema que eu tenho com os neodarwinistas: eles ensinam que a geração de novidade é o acúmulo de mutações aleatórias no DNA, numa direção estabelecida pela seleção natural […] A seleção natural elimina, e talvez mantenha, mas ela não cria. […] Eu fui ensinada muitas vezes que o acúmulo de mutações aleatórias resultava em mudança evolucionária – resultava em novas espécies. Eu acreditei nisso, até que procurei pela evidência. […] Não existe gradualismo no registro fóssil […] O ‘equilíbrio pontuado’ foi inventado para descrever a descontinuidade&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é possível se deparar com a sensatez em meio à ciência dos cifrões, mesmo diante do fato de que os meios acadêmicos são verdadeiros templos de pragmatismo científico e treinamento cientificista. Isso quando a má formação dos professores não induz a práticas completamente desonestas e anti-acadêmicas, como a indução à leitura de Richard Dawkins como material complementar acadêmico em grupos de formação em ciência biológicas e áreas afins.&lt;br /&gt;O “problema epistemológico” da ciência é uma realidade historicamente presente na investigação, inclusive no simples ato de pensar. No entanto, a “crise epistemológica” foge do padrão problemático científico de não ser capaz de auto justificar-se devido à própria natureza, esta que é inseparável da qualidade humana. A crise reporta a valores pessoais, a interesses que sintetizam o incômodo causado por ideias absolutistas no campo da moral e da ética que por sua vez caem no questionamento de suas respectivas aplicações; não por causa de suas naturezas ontológicas, mas devido ao que elas impõem... Pois, querendo ou não, a ciência natural é falha em descrever tanto o erro de jogar uma bitola de cigarro na rua quanto o erro de violar o equilíbrio da vida humana. Ou seja, o método científico traz não só a incompletude de sua aplicação aos fenômenos naturais, como a incapacidade de justificar a si própria, e ainda, traz sua inviabilidade em descrever a vida humana numa concepção holística.&lt;br /&gt;Pessoalmente, acredito que o método científico nunca será capaz de sustentar algum desses campos. Mas nos serve bem, e isso é o que deve importar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-7242393203366253655?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/7242393203366253655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=7242393203366253655' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7242393203366253655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7242393203366253655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2011/05/uma-proposta-de-crise-epistemologica-na.html' title='Uma Proposta de Crise Epistemológica na Ciência - 2º Parte'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JhNvp8_AtBs/Tdk9MdN1aGI/AAAAAAAAAFQ/KVLJqjtrH1g/s72-c/KuhnCycleOnly.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-5442156150413127097</id><published>2011-05-07T06:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T06:56:47.358-07:00</updated><title type='text'>Para as mães que são Mães</title><content type='html'>Em uma homenagem às mães que são Mães, segue um pequeno poema de Drummond. O mesmo que eu recitei à minha mãe numa oportunidade a alguns atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Deus permite&lt;br /&gt;que as mães vão-se embora?&lt;br /&gt;Mãe não tem limite,&lt;br /&gt;é tempo sem hora,&lt;br /&gt;luz que não apaga&lt;br /&gt;quando sopra o vento&lt;br /&gt;e chuva desaba,&lt;br /&gt;veludo escondido&lt;br /&gt;na pele enrugada,&lt;br /&gt;água pura, ar puro,&lt;br /&gt;puro pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer acontece&lt;br /&gt;com o que é breve e passa&lt;br /&gt;sem deixar vestígio.&lt;br /&gt;Mãe, na sua graça,&lt;br /&gt;é eternidade.&lt;br /&gt;Por que Deus se lembra&lt;br /&gt;- mistério profundo -&lt;br /&gt;de tirá-la um dia?&lt;br /&gt;Fosse eu Rei do Mundo,&lt;br /&gt;baixava uma lei:&lt;br /&gt;Mãe não morre nunca,&lt;br /&gt;mãe ficará sempre&lt;br /&gt;junto de seu filho&lt;br /&gt;e ele, velho embora,&lt;br /&gt;será pequenino&lt;br /&gt;feito grão de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-5442156150413127097?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/5442156150413127097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=5442156150413127097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5442156150413127097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5442156150413127097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2011/05/para-as-maes-que-sao-maes.html' title='Para as mães que são Mães'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-3160723651502219628</id><published>2011-04-29T19:02:00.000-07:00</published><updated>2011-04-29T19:54:45.829-07:00</updated><title type='text'>Uma proposta de Crise Epistemológica na Ciência - 1º Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em geral os estudiosos da arte de escrever aconselham impor o título do tratado somente ao findar de sua construção. Confesso que antes de escrever o presente texto pensei primeiro no que seria o título, que se originou da tentativa de convergir numa só frase o estado vigente em que se encontra a realidade científica da pós modernidade. A “ciência” hoje se encontra numa crise epistemológica, onde a atividade repetitiva e técnica dos que utilizam seus recursos se confundem, quando não os iludi, com a natureza questionadora e instigante da ciência genuína. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Caracterizar a ciência “genuína” requer trilhar um caminho laborioso que não julgo ser capaz de transcorrer aqui num simples post; isso porque inúmeros tratados foram propostos ao longo da história nesta tentativa, e ainda hoje, muitos deles são questionados em função das diferentes cosmovisões existentes). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O último filósofo pré socrático chamado Platão, fundamentou seu sistema filosófico baseando-se na existência das qualidades inatas do ser humano tomando a projeção imperfeita de um estado transcendental de perfeição que ele chamou de “mundo das ideias”. Deixando de lado uma argumentação epistemológica mais pomposa, até porque a intenção do post é demonstrar a crise epistêmica da ciência atual por meio de exemplos práticos, podemos considerar alguns atos científicos não como projeções imperfeitas de uma ciência genuína, mas como projeções dogmáticas e completamente fora da linha de base onde se permite colapsar as convicções dos cientistas. Uma filosofia científica com bases sólidas, que envolva o espectador, além da realidade especulativa em questão, teve como incitação a atividade de vários filósofos que trataram a ciência de forma qualitativa, desde Kant, Kuhn, Popper e Husserl (só citando alguns) a conclusão comum foi de que a realidade tangível não é tão tangível assim, e o que propomos na verdade se limita à qualidade de modelo interpretativo, e não de modelo descritivamente cabal do objeto especulado. Ou seja, uma ciência genuína seria naturalmente uma projeção imperfeita da qualidade de “conhecer” da ciência do mundo das idéias de Platão. A chamada “coisa em si” kantiana e a “epoche” husserleriana, adverte o ato de especulação da realidade num sentido de que a mesma é intangível, e que a fenomenologia está preocupada mais com os objetos da consciência, admitindo que estar consciente do evento não é “tocar” o evento em termos de “coisa em si”.&lt;br /&gt;A expressão visível da crise epistêmica - o que poderíamos chamar de mazela fenotípica, em contraste com os impasses epistemológicos presente no cerne da filosofia da ciência – vem ecoando ao longo dos séculos na medida em que a construção do conhecimento progride e é acumulado. Talvez não seja viável incluir aqui questões relacionadas a concepções holísticas do universo, como a tentativa de conceber um universo determinístico como bem defendia Laplace simplesmente por perceber na matemática uma lógica intrínseca num sentido racional e metafísico da sua natureza ontológica. No entanto, sem ir muito longe, este poderia ser o primeiro exemplo de um despontar dessa crise epistemológica antes mesmo da pós modernidade, ou melhor, gestada nos aposentos do “século das luzes”, onde se vê os desejos pessoais bem a frente das necessidades da investigação em si. A questão não era se o universo é determinista ou não, mas sim, que Laplace queria que assim o fosse a fim de justificar não só seus discursos materialistas como também facilitar a aceitação de seu tratado por parte de Napoleão Bonaparte, e de quebra, obter um “carimbo” de Lagrange, outro matemático mais próximo da confiança do imperador. Laplace e Lagrange estava coerentes com a filosofia "modinha" da época, que era ostentar na ciência um viés materialista sem garantia de eficiência – como hoje está demonstrado que não houve vantagem nenhuma em optar por tal estratégia.&lt;br /&gt;No espaço temporal que compreende o período moderno até a atual pós modernidade, se encontra o que eu chamo da maior tentativa de enquadrar a natureza investigada à vontade humana, a Teoria da Unificação. A unificação das forças presentes no universo e que justificam diversos fenômenos de interação e de expressão, em termos de processos de transformação e automação, é um desejo que vem se perpetuando nos meios científicos, mais restritamente no campo da física teórica. O êxito de tal aspiração resultaria na possibilidade de descrever o estado físico do universo em diferentes pontos do tempo ascendente – o que de certa forma corroboraria com a imprudência laplaciana se não fosse à incipiência da teoria quântica, em temperar o microcosmos com um sistema de probabilidades para um dado evento em vez de um princípio clássico de causa e feito. Não vou divagar no fato de Einstein ter tentado propor uma unificação sem conhecer duas forças hoje tão prosaicas (forças fraca e forte), mas na insistência ainda hoje dos físicos de tentar unificar um sistema de equações sem ao menos ter certeza da sua veracidade. Fica explícito que a questão é de tendenciosidade (preconceito ou vontade própria numa linguagem sociológica) e não de evidência demonstrada no tatear da natureza. Em seu &lt;em&gt;Best Seller&lt;/em&gt; Uma Breve História do Tempo, Sthephen Hawking levanta um questionamento sobre a unificação no ponto problemático da natureza restrita do parâmetro gravitacional. Onde a incompatibilidade do fenômeno da gravidade presente nos corpos com os parâmetros qualitativos dos sistemas mecânico quânticos reporta à aceitação tanto da teoria da relatividade como teoria correta, como também da mecânica quântica como teoria correta. É completamente irrisório considerar a veracidade de ambas as teorias sem considerar seus estados de leis limites, ou seja, atribuir o status de “lei irrevogável” seria cair no mesmo erro de Lord Kelvin em lançar sob ombros flácidos da mecânica clássica newtoniana e das equações de Máxwell para o eletromagnetismo a responsabilidade de descrever a realidade tangível.&lt;br /&gt;No problema da unificação da física a questão epistemológica se torna mais problemática quando questionamos a existência dessa suposta unificação como “suposta de fato”. É a simples pergunta, “e se não houver unificação”? Não quero unicamente recorrer à hipótese (pessoal) de que a intenção da unificação está restritamente em determinar o estado do universo no tempo zero (t=0 do big bang, antes de tudo) nem no tempo infinito (quando o universo estiver morto), mas levanto a possibilidade completamente pertinente de que a unificação reporta ao desejo de que o universo tenha uma causa física inata em sí mesmo, antagônicamente ao que hoje é sabido, de que não há nenhuma causa física para a expansão ou até mesmo para a existência de vida na terra – Martin Rees que o diga na sua obra chamada Seis Números, levantando o chamado Princípio Antrópico.&lt;br /&gt;O segundo post tratará da continuação e provavelmente da conclusão da temática iniciada; pelo menos por enquanto. É preciso se ater à complexidade do campo argumentado, que levanta tanto questões históricas como também outras de caráter filosófico da ciência. Outro ponto que influência e corrobora com toda questão levantada é quanto à natureza sociológica da ciência ao longo dos séculos, que é crucial durante a construção de modelos que descrevem a realidade, e que muitas vezes (na verdade, por um ponto de vista pessoal, todas às vezes) levam a conclusões que podem não descrever a realidade de forma coerente, ou até mesmo, a posições equivocadas quanto ao poder restrito à ciência como determinadora do curso da vida humana em termos de certezas e verdades. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-3160723651502219628?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/3160723651502219628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=3160723651502219628' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/3160723651502219628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/3160723651502219628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2011/04/uma-proposta-de-crise-epistemologica-na.html' title='Uma proposta de Crise Epistemológica na Ciência - 1º Parte'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-7902709236898587167</id><published>2011-04-20T20:25:00.001-07:00</published><updated>2011-04-20T20:28:39.036-07:00</updated><title type='text'>Texto Alheio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca ocorreu neste blog o ato de publicar textos alheios, pelo contrário, escrevo &lt;strong&gt;sobre&lt;/strong&gt; textos alheios quando não sobre meu &lt;strong&gt;próprio&lt;/strong&gt; texto (em geral sendo superficial). No entanto, recentemente Olavo de Carvalho publicou na sua &lt;em&gt;Sepientiam Auten non Vincit Malitia&lt;/em&gt; um belo texto elucidativamente sarcástico tratando de um dos casos mais “estranhamente” explicados do conflito fé e razão – o chamado “caso Galileu”.&lt;br /&gt;O fato é que indiretamente o texto do Olavo recai sobre a recente tragédia carioca, nas entrelinhas do discurso se encontra o escudo contra qualquer má interpretação dos eventos que motivaram o criminoso a cometer tal ato. Reconheço que estou sendo subjetivo, mas prefiro assim, afinal de contas, “quem lê entenda”.&lt;br /&gt;A partir de agora é com o Olavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Um mártir da ciência &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa praticamente inteira da origem das ciências modernas, tal como aparece na mídia popular, em livros escolares, em filmes, em peças de teatro e até numa boa quantidade de obras escritas por acadêmicos, é uma farsa publicitária de dimensões colossais, que a pesquisa histórica das últimas décadas vem desmascarando impiedosamente.&lt;br /&gt;As biografias convencionais de Giordano Bruno, Galileu, Newton, Copérnico, Descartes e outros pais da modernidade falsificam não somente as suas doutrinas, para torná-las mais palatáveis ao gosto do público, mas os fatos materiais de suas vidas, para embelezar esses personagens à custa da difamação de seus contemporâneos.&lt;br /&gt;Se você pretende que seus filhos venham a ter uma educação de verdade, comece por não permitir que eles sejam alimentados, por um sistema educacional criminoso, com balelas idiotas que deformarão para sempre sua visão do passado histórico e farão deles bois-de-presépio, prontos a dizer “amém” aos professores analfabetos que não vêem neles almas imortais a ser protegidas, mas militantes e eleitores em potencial, para a glória dos picaretas que nos governam.&lt;br /&gt;Entre muitas outras, a lenda mais deformante é talvez a de Galileu Galilei como “mártir da ciência”, fundador da ciência experimental e homem corajoso que enfrentou a Inquisição em nome do direito de investigar a verdade.&lt;br /&gt;Para começar, qualquer pesquisador sério da história das ciências sabe que Galileu nunca raciocinou a partir de dados experimentais, mas de construções matemáticas hipotéticas que depois ele legitimava com pseudo-experimentos puramente imaginários, jamais levados à prática, e usados sempre como meios de persuasão retórica, nunca de verificação. Os poucos experimentos efetivos que ele realizou foram todos errados. No que Galileu estava mesmo interessado eram antigas doutrinas ocultistas e esotéricas, das quais obteve a inspiração para suas teorias e dinheiro para sustentar uma vida senhorial como autor de horóscopos para celebridades.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, ele jamais sofreu pressão ou intimidação de qualquer natureza. Sob recomendação pessoal do Papa Urbano VIII, aliás seu padrinho, ele foi tratado com o maior respeito e deferência pelos inquisidores. Ao longo de todo o processo, teve completa liberdade de movimentos e ficou hospedado na embaixada da Toscana, que seu amigo Benedetto Castelli descreveu como “a melhor de Roma” e sua filha Maria Celeste como “um lugar tão delicioso”.&lt;br /&gt;O confronto com a Inquisição não foi uma disputa entre “ciência e fé”, nem muito menos entre “ciência e superstição”, mas entre a pseudo-ciência presunçosa de Galileu e a ciência superior de São Roberto Belarmino, que desmantelou com argumentos irrefutáveis a presunção galilaica de que o Sol fosse o centro do universo (e não só de um sistema planetário em particular).&lt;br /&gt;A famosa abjuração, ante a qual gerações de vigaristas intelectuais derramaram oceanos de lágrimas de crocodilo, foi apenas uma declaração &lt;em&gt;pro forma&lt;/em&gt; feita ante o tribunal, após a qual Galileu, sob a proteção do Papa, pôde continuar a ensinar suas mesmas doutrinas de antes sem jamais voltar a ser incomodado.&lt;br /&gt;Por fim, a única penalidade que a Inquisição lhe impôs foi de uma benevolência quase obscena, que hoje soaria como favorecimento ilícito: ele foi condenado a rezar uma vez por semana, durante três anos, os sete salmos penitenciais, podendo fazê-lo em privado, isto é, sem nenhum controle da autoridade. A coisa inteira levava quinze minutos no máximo, e ele ainda não precisava submeter-se à penitência pessoalmente, podendo solicitar que suas duas filhas, ambas freiras, a fizessem em seu lugar.&lt;br /&gt;Nisso consistiu o “martírio” do grande homem.&lt;br /&gt;Comparem esse e outros episódios do mesmo teor com os de centenas de milhões de inocentes torturados e assassinados em nome da ciência por iluministas, evolucionistas, marxistas ou nazistas, e verão que a famosa “opressão religiosa” da qual a modernidade teria nos libertado era um reino de tolerância e benevolência que a brutalidade da vida moderna soterrou num passado cada vez mais distante, cada vez mais inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo de Carvalho, publicado em 13 de abril de 2011 no diário do comércio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-7902709236898587167?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/7902709236898587167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=7902709236898587167' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7902709236898587167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7902709236898587167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2011/04/texto-alheio.html' title='Texto Alheio'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-6811770156418830608</id><published>2011-03-12T07:02:00.000-08:00</published><updated>2011-03-23T20:49:30.170-07:00</updated><title type='text'>O que na verdade somos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um Poema...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O essencial é saber ver [...]&lt;br /&gt;Mas isso [...]&lt;br /&gt;Isso exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender [...]&lt;br /&gt;Procuro despir-me do que aprendi,&lt;br /&gt;Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,&lt;br /&gt;e raspar a tinta com que pintaram os sentidos. - Alberto Caeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um comentário...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nós. Casas. Vão-nos pintando pela vida afora até que memória não mais existe do nosso corpo original. O rosto? Perdido. Máscara de palavras. Quem somos? Não sabemos. Para saber é preciso esquecer, desaprender. - Rubem Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um pensamento...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qH8OJwMFfu4/TXuNKO-Xf4I/AAAAAAAAAFI/PGJG2HDUIhs/s1600/mascaras-gregas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583211370013753218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-qH8OJwMFfu4/TXuNKO-Xf4I/AAAAAAAAAFI/PGJG2HDUIhs/s200/mascaras-gregas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ninguém melhor nos engana do que nós mesmos. A justificativa para isso? Não nos conhecemos. E isso tem uma lógica interessante, onde geralmente as pessoas que nos enganam são as que acabamos de conhecer; ou seja, as pessoas que não conhecemos direito, ou, aquelas que conhecemos a muito tempo mas encontramos “uma vez na vida e outra vez na morte”.&lt;br /&gt;Um silogismo: "somos tendenciosamente enganados por quem não conhecemos, e nós não nos conhecemos, logo, somos facilmente enganados por nós mesmos”. No poema, somos paredes de uma casa pintada. A cor original? Raspe, e muito, porque só quem é ajudante de pintor é quem sabe o quanto é chato, ruim, complicado, cansativo e perigoso para a saúde raspar a tinta das paredes de uma casa. Raspar tinta é desaprender, e isso é muito perigoso. Tirar máscaras é desaprender, e isso também é perigoso, pois o risco de cair e se afogar em um poço de ceticismo é bem considerável.&lt;br /&gt;É fácil comparar e comprovar toda essa conversa na origem das coisas, para o nosso caso, na origem das palavras. A palavra persona vem do latim, quer dizer “máscara”, e é o que no mundo das artes cênicas chamam de personagem. Personagens estão por toda parte, nas novelas, seriados, quadrinhos, livros... dentro de nós. Até por que, do latim, a palavra persona, derivou o que chamamos de personalidade, ou seja, o que nós possuímos, cada um individualmente, sendo a causa que “supostamente” define a pessoa que somos. O mais cômico é que, exaltados e vaidosos dizemos, “eu tenho personalidade... tá? ou então elogiamos, “meu amigo é um cara de personalidade”.&lt;br /&gt;A realidade é que, aquilo que nós tão altivamente nos orgulhamos como sendo nossa personalidade, nada mais é do que uma máscara, uma pintura que ao longo dos anos em nossa existência foi sendo desenhada aleatoriamente sem controle; e de forma inconsciente foi moldada ao que somos nesse exato momento. O produto que somos, é o multifacetado efeito dos eventos ocorridos em nossas vidas, dos livros que lemos, das pessoas que conhecemos, das vitórias, das derrotas, dos perigos, das tristezas, dos amores, da bonança, da falta, do lugar que vivemos e dos lugares que passamos, e o pior, das nossas escolhas.&lt;br /&gt;Escolhas... será que elas são reflexos daquilo que somos ou é justamente a evidência do efeito como resultado daquilo que nos tornamos por termos nos esquecidos quem de fato éramos?&lt;br /&gt;Para a primeira ou segunda hipótese, o Apóstolo Paulo diria a mesma coisa, “mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento, e que me prende debaixo da lei do pecado, que está nos meus membros”. Grande verdade, a lei do pecado é a lei da escolha, onde temos o entendimento (algumas vezes não temos) das coisas, que nem ao menos sabemos a o que tal entendimento está condicionado, ou foi condicionado. Mas mesmo assim as escolhas são e serão os fenótipos dos personagens (personalidade) em nós contidos.&lt;br /&gt;O diagnóstico para a personalidade, ou seja, a maneira de tirar as máscaras, lixar a tinta da parede e com isso ver o que realmente somos, e quem somos, é desaprender. Caeiro descobriu o que a muito tempo foi dito, e numerosas vezes repetido ao longo da história pelos mais sábios homens (não é a toa que Schopenhauer dizia: “os sábios sempre disseram as mesmas coisas”). A mesma coisa estava escrito no tempo de Apolo da antiga Grécia, “conhecer a ti mesmo”, e quando Sócrates foi consultar o oráculo do Delfos nesse templo, pôde ler tal escritura, então...tudo estava claro. A sacerdotisa Pítia perguntou: Sócrates, o que sabes tu? A resposta de Sócrates? Só sei que nada sei. O decreto? Sócrates, o mais sábio da Grécia. Segundo o relato de Platão, Sócrates, o divisor de águas da filosofia Grega, descobriu uma verdade eterna, que milênios depois em forma de poema, por Alberto Caeiro, se fez beleza para se “ver com os olhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaprender... é mesmo uma verdade eterna? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É sim, e quem disse foi Jesus, que baixou um decreto, “deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus”. Ser criança é estar “desaprendido” das coisas, afinal de contas, as crianças aprendem, e a conseqüência é crescerem e serem acometidas da "adultice aguda”. O que Sócrates fez foi voltar a ser criança, desaprendendo, e assim, enxergou a si próprio, conheceu a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande” - Adélia Prado&lt;br /&gt;Mais uma que entendeu tudo certinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança é alegria, é a expressão mais casta da vida, a fase da existência que o tempo não existe. Faça o teste, pergunte a uma criança: “o que é o tempo”? Ela provavelmente responderá inocentemente: “são os números do relógio dãaaaaa...” ou, “é o barulhinho dos ponteiros que fazem assim, tic, tac, tic, tac, tic, tac”.&lt;br /&gt;O tempo existe para os adultos, estes o percebem quando tem consciência da estranha força que os arrasta da permanência, que promove o esvair da frágil existência que quer ficar, que quer permanecer, que não quer passar. Ele inevitavelmente engole as crianças para si quando apresenta e impõe a elas um universo cartesiano, dividido e apresentado na forma de conceitos, idéias e teorias. E aquele mundo mágico infantil, a terra do nunca, onde o tempo nunca passa e todos são eternamente crianças se transforma em uma mórbida terra mecanicista, regida por insípidas leis de causalidades macroscópicas e probabilidades quânticas, e que se esfacela em pequenos pacotes de energia que hora é onda, hora é partícula, simplesmente por que vive na indecisão de quanto ao que quer ser, justamente por não saber quem ela mesma é. Não sabe escolher como disse o Apóstolo.&lt;br /&gt;Conhecer a si mesmo, é voltar a ser criança, e para voltar a ser criança é necessário desaprender tudo o que foi ensinado pelo mundo dos quanta, só assim se entra no reino de Deus. À medida que a persona vai sendo retirada, o “desaprendimento” vai confirmando a teologia cristã, e o que realmente somos vai ficando mais evidente, a criança vai renascendo, jeito que Jesus ensinou a Nicodemos, aí... é como cantar a canção, “quanto mais agente chega perto de Deus, agente se conhece mais”. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tomara que a retórica da canção seja verdadeira&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Esse texto foi escrito a mais ou menos dois anos, e a possibilidade de alguns pontos não estarem de acordo com o pensamento atual do autor é considerável."&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-6811770156418830608?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/6811770156418830608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=6811770156418830608' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/6811770156418830608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/6811770156418830608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2011/03/o-que-na-verdade-somos.html' title='O que na verdade somos'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qH8OJwMFfu4/TXuNKO-Xf4I/AAAAAAAAAFI/PGJG2HDUIhs/s72-c/mascaras-gregas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-5446142647326026948</id><published>2010-08-24T09:19:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:41:29.127-07:00</updated><title type='text'>Debate – Joseph Ratzinger (Bento XVI) e Paolo Flores D’Arcais  Tema: Deus existe?  2° Parte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/THP1AfN7tPI/AAAAAAAAAEw/y2ryepXe9A0/s1600/debate1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 163px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/THP1AfN7tPI/AAAAAAAAAEw/y2ryepXe9A0/s200/debate1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509016157932991730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Sem nenhuma delonga prévia – &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;O contra-argumento de Paolo Flores d’Arcais que diz: “se a fé pretende ser o resumo e a culminância da razão” vai se tornar o coração do debate e o momento mais importante no que diz respeito à temática abordada. A princípio, Flores insiste nas citações dos patrícios cristãos dos primeiros séculos que “supostamente” não enxergavam razão alguma na teo-filosofia cristã.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;O “&lt;i style=""&gt;Credo quia absurdum&lt;/i&gt;” (no sentido de “crer por ser um absurdo”) de Tertuliano e a “loucura da cruz” do apóstolo Paulo, servem como combustível pra o argumento de Flores de que para as primeiras gerações de cristãos não era a razão que levava a crer, e sim a fé. E ainda, não simplesmente crer num Deus criador, mas crer no absurdo de um Cristo morto e ressuscitado em primogenitura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;A necessidade de se demonstrar que o “resumo e a culminância” da razão não estão presentes na teologia cristã é de fundamental importância pelo almejo ao mérito de desvencilhar qualquer relação histórica entre as ciências humanamente criadas com a doutrina da cristandade. Joseph Ratzinger por sua vez deixa a desejar e acaba despejando um hibrido de Pascal e Kierkegaard a respeito da insuficiência da nossa especulação filosófica quando consideramos a ação insólita do amor divino. Diante do frágil argumento de Ratzinger, Flores acabando sendo municionado a apontar uma “incerteza” estranha à fé de Pascal devido ao clássico argumento da aposta, e ainda, o que segundo meu ponto de vista é o mais absurdo, usar a distância histórica – 300 anos aproximadamente – de Santo Agostinho aos eventos neo-testamentários pra questionar a perfeita relação entre a doutrina cristã e o racionalismo platônico proposto pelo bispo de Hipona.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;No que diz respeito à razão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Apesar da impossibilidade de cada debatente tratar minuciosamente cada ponto no debate ocorrido ao vivo, qualquer desapontamento é justo com o prefeito da Congregação de Doutrina da Fé, Ratzinger – que permitiu a ovação da platéia à Flores e deixou a hierarquia eclesiástica da instituição católica pesar mais do que a defesa da verdade. Entre os deslizes de Ratzinger, está falta de tratamento prévio para a “loucura” citada por Paulo, que é justificável quando o mesmo afirma que a “sabedoria desse mundo, dos poderosos desse mundo, se aniquilam”; no entanto, Ratzinger acerta quando demonstra que Paulo não atribuía irracionalismo à doutrina cristã justamente por que utilizou da filosofia grega nos poetas para pregar no areópago ateniense. A evidência maior para esse pensamento é o primeiro entre poucos vestígios da lei moral nas epístolas do apóstolo no trecho da Carta aos Romanos 2-15, mas também, que a exploração da verdade com “V”(V maiúsculo) só se dá seguramente mediante a ação do “Espírito de Deus que penetra todas as coisas, até as profundezas de Deus”, como consta na Epístola aos Coríntios 2-10.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Esse mesmo capítulo encerra com a expressão: “nós temos a mente de Cristo”. Não foi a doutrina cristã que se nutriu da fonte racional, mas o impulso racional humano que se nutre da fonte divina, a saber, o “Espírito que penetra todas as coisas”; sendo assim, não se pode esperar o contrário de Santo Agostinho quando encontra no racionalismo platônico um ajuste como chave e fechadura com o cristianismo da patrística, e ainda, o mesmo ajuste ocorre no antagônico ao racionalismo em Aristóteles – futuro empirismo inglês do período iluminista -, só que dessa vez com a proposta de Tomás de Aquino oito séculos após Agostinho. As duas propostas para uma segura forma de construção de conhecimento, que durante um longo período histórico se escarneciam num embate filosófico, se mostraram cristianizadas em paradoxo sem problema algum para o fundamento da fé cristã, que é a ressurreição de Jesus Cristo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Flores não ouviu de Ratzinger que não é o absurdo da fé em si que se incompatibiliza com a razão, mas a ausência da “mente de Cristo” durante o exercício da razão, nisto consiste o absurdo proposto por Paulo e tomado como exercício nu e cru da fé invocada por Tertuliano. É possível reportar a filosofia agostiniano e aquiniana em favor da evidência dessa “mente”, conduzida no mesmo exercício de tantos durante a história humana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;No que diz respeito ao erro de Ratzinger: O iluminismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;A princípio ficou parecendo que Ratzinger quis adornar seu discurso tornando-o mais atraente quando o relacionou à liberdade do intelecto humano durante o século das luzes. Flores foi voraz recorrendo às encíclicas papais de João Paulo II que registrava a causa das mazelas da pós modernidade gestadas no Iluminismo. Mal sabia Ratzinger que Flores tinha feito o dever de casa direitinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Ratzinger não está errado quando diz que “o cristianismo deveria voltar a pensar naquelas suas raízes”, e que por isso “não via nenhuma oposição absoluta entre o cristianismo e o iluminismo, porém, uma oposição entre traços do iluminismo moderno e a fé cristã”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Flores além de jogar pesado chamando Ratzinger à responsabilidade bíblica que convoca ao “sim, sim ou não, não”, também o encurrala quando aponta as citações das encíclicas papais acerca do período iluminista, desarmando qualquer intenção de Ratzinger de continuar na defesa do seu argumento enfeitado devido o seu comprometimento em ser incondicionalmente submisso ao “santo padre”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Para João Paulo II, nasce no iluminismo todo individualismo pós moderno que desumaniza o homem, extrai dele a alma que o torna um ser singular em meio à coletividade, e o joga às traças, no comunismo, no liberalismo imoral desenfreado e no hedonismo consumista que rege a sociedade atual. O santo padre é defendido por Ratzinger com o contexto histórico vivido pelo mesmo, atribuindo a João Paulo II o título de último apologista do socialismo ideal, justamente por ter vivido em meio à barbárie nazista da segunda grande guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;O fato é que Ratzinger também não é nenhum apedeuta, e se redime quando convoca a todos para uma profunda reflexão de valores em responsabilidade de cada um aos problemas atuais. Em seu discurso, bem conhecido no nosso país no meio político, consegue arrancar alguns aplausos, um elogio do mediador do debate, e ainda não cai no sacrilégio de discordar do santo Papa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Mesmo com as lacunas deixadas por Ratzinger, Paolo Flores não fica na vantagem justamente por que seu argumento é fraco e imprudente, não se sustentando diante de uma análise mais minuciosa da história da igreja e dos sistemas filosóficos envolvidos. É possível presumir um Flores sem chance alguma diante de debatedores sagazes como Dinesh D’Souza e William Lane, mais experientes que Ratzinger no trato com ateus militantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;Um ponto importante citado por Ratzinger quando invoca o argumento de Pascal é a relação entre a fé com a geometria e matemática no que diz respeito ao nascimento de todas elas com o puro exercício da razão. Mas... Isso fica para uma postagem bem futura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-5446142647326026948?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/5446142647326026948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=5446142647326026948' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5446142647326026948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5446142647326026948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/08/debate-joseph-ratzinger-bento-xvi-e.html' title='Debate – Joseph Ratzinger (Bento XVI) e Paolo Flores D’Arcais  Tema: Deus existe?  2° Parte'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/THP1AfN7tPI/AAAAAAAAAEw/y2ryepXe9A0/s72-c/debate1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-8795958424930783371</id><published>2010-07-10T08:13:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T08:29:00.145-07:00</updated><title type='text'>Debate – Joseph Ratzinger (Bento XVI) e Paolo Flores d’Arcais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;Tema: Deus existe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt; 1° Parte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A concepção humana acerca da existência de Deus tem sido a causa de todo arcabouço social, antropológico e científico desde as civilizações mais primitivas das quais existem registros históricos. “As bases fundamentais do pensamento e consequentemente da ciência”, como afirmava Durkheim, “possuem suas origens na religião”; diante desse verdadeiro pensamento tendo por base cada via tomada por todos os sistemas filosóficos construídos ao longo da história, política e religião se discutem sim, desde que os envolvidos no diálogo tenham bases sustentáveis pra permanecerem de pé. Infelizmente é preciso aceitar a amarga idéia que coloca o futebol fora desse grupo, afinal de contas, a atuação presente de uma equipe não será de sucesso se a mesma simplesmente invocar seu passado de glória.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O debate ocorrido em 2000 entre o ainda cardeal católico e prefeito da congregação de doutrina da fé, Joseph Ratzinger (atual Bento XVI), e o filósofo ateu Paolo Flores d’Arcais, tem sua peculiaridade justamente porque a pergunta da temática é tratada com muita responsabilidade, um adjetivo evidente no discurso de ambos que em nenhum momento em especial entram no mérito de tratar questões metafísicas inerentes às qualidades naturais de Deus – ambos trabalham com o que se tem na mão, ou seja, na realidade física da natureza e da sociedade. Mediada por um judeu, Gad Lerner, o debate solene e respeitoso entre ambos (muito diferente de alguns envolvendo os ateus Cristopher Hitchens e Richard Dawkins), cai sobre nuanças da temática que são de fundamental importância na compreensão do pressuposto deusístico numa concepção holística, tratando o sistema teo-filosófico cristão de forma singular diante das outras religiões justamente porque o cristianismo é visto como peculiar. Isso devido sua base fundamental que se concreta junto com as principais vertentes filosóficas de toda história da humanidade, que em seus sistemas eram divergentes entre si, como o racionalismo e o empirismo, mas que conseguiam uma em similitude a outra, se harmonizarem com a doutrina cristã moral, e ainda, com ótica cristã concernente a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;Cristianismo racionalmente verdadeiro e o braço secular do Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A primeira questão chave do debate é levantada por Ratzinger ainda no seu prelúdio, quando afirma que o cristianismo não se baseia nas “imagens e idéias míticas, cuja justificação se encontra em sua utilidade política, mas faz referência a esse aspecto divino que a analise racional da realidade pode perceber”. Ratzinger, assim como praticamente todos apologistas, filósofos e cientistas cristãos, afirma que o cristianismo se nutriu da fonte do conhecimento inerente ao ser humano, e não na poesia e na política, como o emaranhado sistema religioso grego-romano construía suas religiões com seus deuses humanamente apoteosados. Essa nutrição vai ser chamada por ele no debate de “triunfo do conhecimento sobre o mundo das religiões”, afirmando que o antagonismo existente entre religião e razão não se aplica ao cristianismo justamente porque o mesmo só tem sentido à luz da razão. No entanto, o caráter de religião revelada permanece intacto devido a herança judaica, sendo que o que é defendido pelos filósofos cristãos da patrística e pelos apologistas, é que essa doutrina revelada aos profetas judeus e trazida pelo Cristo, se harmoniza com as bases fundamentais do pensamento humano numa visão epistemológica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Paolo Flores presumivelmente discorda e usa apenas dois argumentos contra a afirmação do cardeal, porém, somente uma delas é relevantemente argumentativa. O primeiro deles tratado nesse post é a seguinte contra-afirmação de Flores: “se a fé pretende ser o resumo e a culminância da razão, [...] então compreenderão que se a fé pretende ser isso é inevitável o risco de que mais tarde caia na tentação de se impor, inclusive mediante o braço secular do Estado”. Deixando para o próximo post o termo equivocado de Flores que diz, “se a fé pretende ser”, em lugar de, “se o cristianismo pretende ser” - até porque Flores é simplista porque na reprodução escrita do debate é explicito que ele se refere a essa fé como fé católica e não fé cristã como um todo – o temor de que o cristianismo possa ser imposto por esse braço secular do Estado pode parecer um questionamento pueril, mas tem uma audácia que esconde numa roupagem hipocritamente humilde a intenção chave do argumento. Caso a preocupação de Flores e de outros ateus fosse a da pratica da imposição de premissas cristãs à sociedade secular (termo criado inclusive por cristãos por reconhecer não a aceitação da moral, mas da fé cristã), seria fácil confrontá-lo com o fato de que as bases democráticas das sociedades ocidentais são enrijecidas e firmes. O próprio cristianismo foi quem trouxe tal democracia com Jesus Cristo, sendo reivindicada e afirmada socialmente na reforma protestante, tecendo o fio condutor das sociedades formadas além do atlântico e do ocidente em geral. O que Flores não considerou foi que, antes mesmo de a revolução francesa atacar o regime autoritário impositor da monarquia "impondo outro regime", o democrático, o cristianismo já militava nessa vertente igualitária da humanidade; a doutrina apostólica e os ensinamentos de Cristo gestaram numa sociedade pluralista, porém individualista, o conceito de unidade e irmandade levando em consideração e respeitando as diferenças e a qualidade unitária de cada ser humano, em que os fatores culturais e morais eram vistos como a expressão visível da qualidade de seres diferentes (folhas) provindos de um mesmo ramo na árvore da criação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Diante do fato histórico, de uma forma geral sem se ater a determinadas alianças políticas entre igreja e estado durante a história da humanidade, é notório o caráter não impositor do cristianismo em sua própria teologia. Particularmente considero quase impossível a imposição de um regime mediante os ditames impositivos de antigos sistemas ideológicos que amarravam a sociedade a um dogma religioso ou a uma premissa filosofica social. O comunismo é um bom exemplo que sustenta meu argumento; não há mais espaço pra tanta barbárie cometida em nome de uma ideologia dogmática quando observamos a realidade mundial no que diz respeito à comunicação em massa e conhecimento da história dos regimes ditadoriais do passado - inclusive do mal provocado por modelos sociais que se sustentavam em pressupostos materialistas, dando ao homem o título de máquina desajeitada que carrega seus genes sem nenhum propósito e bem comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;São esses males que estão escondidos na afirmação de Flores acerca do seu temor quanto à imposição da moral cristã mediante o braço secular do Estado. Considerar o sistema teológico cristão em harmonia e permuta com a premissa filosófica respeitosa da razão, seria desarmar e infundar discussões presentes no âmago da sociedade, como a questão do aborto, do homossexualismo, cultura de células embrionárias e eutanásia. Se a razão é amiga da teologia cristã, ela tem argumentos bem sólidos contra a secularização da moral e relativização da mesma em todas as discussões e intenções supracitadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;As próximas postagens tratarão do "se a fé pretende ser" de Flores no que diz respeito ao erro dessa afirmação, que é o erro do seu outro argumento utilizado no debate, que era o de que os cristãos primitivos viam a fé como absurdo em discordância com relação à razão - esse é um argumento não tão relevante de Flores que poderia ser respondido utilizando somente os fatos da história da filosofia. Mas Ratzinger por imprudentemente utilizar a palavra "Iluminismo", leva o debate pra uma área que o deixa de saia justa devido os erros cometidos pela instituição católica durante a história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-8795958424930783371?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/8795958424930783371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=8795958424930783371' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/8795958424930783371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/8795958424930783371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/07/debate-joseph-ratzinger-bento-xvi-e_10.html' title='Debate – Joseph Ratzinger (Bento XVI) e Paolo Flores d’Arcais'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-6395726312220167791</id><published>2010-06-16T11:13:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T11:30:45.525-07:00</updated><title type='text'>Ideologia? Eu é que não quero uma.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/TBkWxIwmRpI/AAAAAAAAAEo/KiJSzbzOy6U/s1600/cazuza21.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 154px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/TBkWxIwmRpI/AAAAAAAAAEo/KiJSzbzOy6U/s200/cazuza21.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483439054721009298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“[...] o perigo de trocar a necessária segurança do pensamento filosófico pela explicação total da ideologia e pela sua Weltanschauung (cosmovisão) não é tanto o risco de ser iludido por alguma suposição geralmente vulgar e sempre destituída de crítica, mas o de trocar a liberdade inerente da capacidade humana de pensar pela camisa de força da lógica de uma idéia que pode subjugar o homem quase tão violentamente como uma força externa.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Arendt, Hannah; Origens do totalitarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Ideologia, eu quero uma pra viver” (Cazuza). É notório que Cazuza refletia tão bem no campo do amor ao passo que antagonicamente fazia em questões conflituosas da realidade vigente. A compreensão de ideologia também é oposta ao analisarmos a profundidade filosófica (num sentido ontológico e epistemológico) do trecho supracitado de Arendt, e o total descaso e niilismo sublimado da apedeutíce do jovem pateticamente poeta acendido pela mídia oitentísta; claro que isso se deu simplesmente por o mesmo ser filho do dono de uma gravadora famosa do Rio de Janeiro burguês.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em um tempo já passado considerei a detenção de uma ideologia algo primordial na vida de alguém com objetivos francos. Percebi que estava redondamente enganado. E mais uma vez, caí na mesma situação de Chesterton, como na tentativa de construir uma nova heresia moderna, novamente volta-se a Ortodoxia cristã, alegando que o primeiro tolo foi ele mesmo antes de ser acusado por um leitor de charlatanismo intelectual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que percebi foi que, enquanto eu estava fugindo da pretensão cientificista na intenção de ser o mais honesto possível em minhas conclusões, eu me distanciava no sentido de querer me agarrar a certa ideologia em todos os campos que perscrutava. Mas me senti aliviado em perceber a concordância etimológica que Paul Ricoeur e Hannan Arendt comungaram no termo “ideologia”; isso por que o alívio deu-se devido à explanação epistemológica que Arendt e Ricoeur deram ao termo ideologia, tratando com outros termos questões éticas e políticas da mesma forma que as ciências experimental e racional são subjugadas às bases epistemológicas (essas por si mesmas questionáveis e não dogmáticas ao meu ponto de vista).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resumidamente, para Arendt e Ricoeur, a ideologia inevitavelmente simplifica e esquematiza a realidade, ao passo que a mesma se fundamenta em proposição (ões) axiomática(s) em que todo o sistema segue sendo construído a partir dela. Arendt vai mais além afirmando que todo pensamento ideológico tem a intenção de apresentar a lógica de uma idéia o mesmo status de realidade. Talvez todo esse prelúdio conceitual tenha sido enfadonho, mas julgo necessário, visto que, a intenção é afirmar que determinados posicionamentos se dissolvem numa análise mais profunda dos termos, incluindo assim, qualquer defesa de um modelo de realidade e a sua imposição num sentido arbitrário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em suma, a defesa de uma ideologia está para o fundamentalismo (no sentido pejorativo mesmo!) na política, assim como o cientificismo está para o aleijo intelectual no sentido de desonestidade no tratamento dos dados e no acesso ao mesmo durante a construção do modelo científico. Tal desonestidade se dá na atribuição ao objeto percebido (assim como na ideologia) o caráter de realidade, em que ambos são adjetivos de uma mesma fonte, ou seja, a percepção do objeto e a ideologia sendo adjetivos da experiência empírica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-6395726312220167791?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/6395726312220167791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=6395726312220167791' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/6395726312220167791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/6395726312220167791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/06/ideologia-eu-e-que-nao-quero-uma.html' title='Ideologia? Eu é que não quero uma.'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/TBkWxIwmRpI/AAAAAAAAAEo/KiJSzbzOy6U/s72-c/cazuza21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-5500725010734716669</id><published>2010-05-22T07:01:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T13:19:47.264-07:00</updated><title type='text'>Uma nova (talvez) rota anti-esquerdista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S_flBYic34I/AAAAAAAAAEg/sMyx0Y7biBY/s1600/caminho-de-pincel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 155px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S_flBYic34I/AAAAAAAAAEg/sMyx0Y7biBY/s200/caminho-de-pincel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474095684021706626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.0  (Linux)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Tomar como crítica ao movimento histórico socialista aquele velho sofisma de que o mesmo teve seu sistema doutrinário construído por um burguês (Karl Marx) - esse que conclamava a luta violenta no sentido literal contra a classe burguesa –, enquadraria a crítica numa posição &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt;ad hominem&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt; sem sentido, visto que, devemos enquadrar na mesma posição de Marx o crítico que se levanta contra a fome sem nunca ter desfrutado de um ronco no estômago. No entanto, em similitude a esse sofisma, seria a taxação escarnecedora de capitalista, atribuída àquele desfavorecido vítima da “luta de classes” que se opõe a tal modelo socialista de sociedade; mas que teve a “infelicidade” de nascer cercado de belas e cheirosas enfermeiras num hospital privado. Mas concordemos: seria a mesma coisa se o tal desafortunado fosse parturiado pelas mãos dos açougueiros do SUS treinados na escola Freddye Krueger.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Talvez um dos chavões mais usados por um esquerdista contra um anti-esquerdista seja a acusação de capitalista – isso quando o mesmo ridiculamente o enxovalha por ter votado no Alckimim nas últimas eleições, ou até mesmo, atira a pedra menos burra que lançada na cabeça do anti-esquerdista vem escrita legivelmente, e ainda deixa uma marca na testa, com o xingamento: “neoliberalista filho do FHC”. Diante desses poucos exemplos de termos pré-fabricados e decorados na escola preparatória de pueris esquerdistas (a universidade), fica a pergunta: “por que o anti-esquerdista tem que ser sempre o capitalista?”. Isso me faz lembrar do termo atribuído à forma de alcançar um ponto no gráfico cartesiano representativo de uma medida energética de entalpia (depois que aprendi isso em introdução a físico-química I procuro saber se algumas situações se enquadram na mesma idéia); tal termo, denominado &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt;função de estado,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt; determina que tal valor possa ser alcançado por diferentes vias, ou melhor, diferentes rotas de processamento. Sabendo disso, posso afirmar seguramente que o anti-esquerdismo é uma função de estado, pois tal posição não se dá necessariamente por intermédio da rota capitalista, mas pode vir simplesmente tomando como análise a fundamentação filosófica (muitas vezes deixada de lado) do movimento de esquerda, que foi construída na pedante base estrutural materialista no único sentido de se opor a conformidade de uma época marcada pelas moribundas influências absolutistas da passada revolução francesa. Influências essas tantos provindas de uma tradição patriarcal (familiar, detentora dos bens de consumo), como também regida pela presente concepção de ação divina determinadora, ou seja, num sentido mais&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt; maktub&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;, determinista, como se aquele desafortunado acomodado com sua própria apedeutíce não tivesse razões pra lutar e melhorar a sua realidade pelo simples fato de ter vindo ao mundo naquelas condições.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;A questão não é silogística, no sentido de que, um não materialista necessariamente se torna anti-esquerdista pelo simples motivo de que a fundamentação dos movimentos de esquerda está sustentada no materialismo. Muito menos na posição daquele que afirma viver “segundo a vontade de Deus” em ser enquadrado no rol determinista, apático e conformado com a mórbida realidade simplesmente sendo feliz com sua monetariamente pobre vida. O problema, mediante uma concepção própria, é epistemológico. Seria incoerente quando não redundantemente hipócrita, defender uma visão de mundo (e sociedade) que tem como premissa fundamental um sistema que relativiza a moral e rotula inconscientemente a ciência como fundamentalista - ao mesmo nível de escárnio a que uma cartomante é exposta por um cientificista moderno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Talvez uma tolice possa estar sendo defendida neste post, agora convenhamos, a tolice anti-esquerdista é doce comparada com o amargo fundamentalismo científico materialista que se veste de liberalismo, quando na verdade engessa o intelecto cujas limitações são desconhecidas. Se não existia a via epistemológica da função de estado anti-esquerdista, acho que acabo de criá-la, longe das facetas desiguais e a-sentimentais do capitalismo, que faz da humanidade singularmente inestimável do homem, objeto de valor irrisório diante do sentido cabal, em essência, do que o mesmo representa. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-5500725010734716669?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/5500725010734716669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=5500725010734716669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5500725010734716669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5500725010734716669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/05/uma-nova-talvez-rota-anti-esquerdista.html' title='Uma nova (talvez) rota anti-esquerdista'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S_flBYic34I/AAAAAAAAAEg/sMyx0Y7biBY/s72-c/caminho-de-pincel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-8639939538619666917</id><published>2010-05-19T07:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T07:47:56.350-07:00</updated><title type='text'>Um lindo rótulo esquerdista – A embalagem bonita de uma ervilha podre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S_P5gwWIf0I/AAAAAAAAAEY/yfgtd4gZdP8/s1600/marx1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 136px; height: 168px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S_P5gwWIf0I/AAAAAAAAAEY/yfgtd4gZdP8/s200/marx1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472992313314148162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"&gt;Nunca escondi o argumento (talvez batido, diga-se de passagem) que aponta a realidade pós modernista como ludibriadora da mente humana no que diz respeito à construção de sua própria cosmovisão. O que quero dizer é que, a presente influência de tantas nuanças filosóficas levou o homem a se enclausurar cada vez mais no seu próprio mundo singular, com suas próprias verdades e paradigmas. No entanto, a intenção principal dos inconscientes progenitores da nomenclatura ontológica (ou seriam taxonomistas da história?) na banda fina da era do combustível fóssil descrita no gráfico histórico, era justamente de tornar relativo o padrão, ou seja, tornar a premissa pragmática como mais uma; semelhante a tantos biscoitos parecidos entre si num pacote de negresco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"&gt;O fato é que, o resultado já estava previsto, “os ouvidos coçaram” e as verdades simples, porém mais sólidas que a rocha detentora da excálibur na obra de T.H. White, deram lugar a verdades fluidas, mas extraordinárias como tão bem apontou Chesterton ser a mania do homem moderno. Na era &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;merchandising&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"&gt; em que, o rótulo colorido e uma moça bonita na propaganda garante que uma ervilha podre é rica em nutrientes, não é de se admirar que muitos rotulem verdades tão bem estabelecidas – tornando-as extraordinárias - na iniciativa de coçar seus ouvidos devido à falta de ouvir o que “aquele que tem ouvidos ouve”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"&gt;Nos últimos meses, a escritora e ativista intelectual especialista em língua francesa, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.normabrga.blogspot.com/"&gt;Norma Braga&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"&gt;tem feito uma contra ofensiva ao posicionamento de algumas lideranças cristãs que insistem em querer conciliar a teo-filosofia cristã com as bases do movimento de esquerda; bases essas que podem ser tanto comunistas como socialistas. Apesar de ter deixado minha posição (pra não ser pretensioso em dizer contribuição) no blog da Norma, vou reproduzir aqui em algumas postagens meu posicionamento com um argumento diferente e não citado nas postagens e comentários do blog da Norma. O argumento é muito singelo, em vez de justificar a discordância entre a filosofia cristã e o movimento de esquerda tendo em vista fatos históricos, que por si só são fatos e justificam o antagonismo entre os dois posicionamentos, se baseia no fundamento tomado pelos gestores socialistas que buscam em solos materialistas aquilo que vem ostentando como uma sociedade igualitária, livre da luta entre classes. A questão é que, não há possibilidade de aceitar como modelo ideal de sociedade um sistema socialista sabendo eu, e questionando sempre nesse blog, que esse sistema toma para si uma pedra de esquina chamada materialismo. A incoerência seria tanto intelectual, pois é uma mazela científica que aos poucos tento combater por vias epistemológicas; e também uma incoerência quanto ao meu posicionamento cristão, que se baseia na defesa de uma moral que está longe de ser relativa no aspecto cultural e histórico como propõe a pós modernidade, mas que se fundamenta naquilo que Kant e Hannah Harendt chamavam de ”lei moral”, inata e todo ser humano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.64cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"&gt;Ao que parece, não é mais difícil encontrar no meio da liderança cristã no Brasil, em todas as vertentes, a defesa de um sistema social que coloca a verdade transcendental, que descreve a existência, como uma simples expressão fenotípica da cobertura de uma “superestrutura” que tem como real e essencial a posse material e tecnológica. Onde uma das principais facetas desse sistema é a relativação da moral e da verdade religiosa, trazendo de volta a idiossincrasia do pensamento epicurista que comunga a segregação moral afim de trazer um bem estar para a condição humana arredia. Não me parece que esses “conciliadores” estejam preocupados com tais questões fundamentais, e entre aproveitar a falta de “informação” histórico filosófica da grande massa, e a rotulação da verdade simples e sólida por uma verdade extraordinária vestida de boa intenção afim de, acabar com as mazelas sociais com a mesma intenção da moça bonita do comercial de ervilha podre – dinheiro -, prefiro a segunda opção, pois a mesma é mais provável diante condição humana vigente, que apesar de querer uma sociedade igualitária, prefere que seja igualitariamente rica e consumidora. Afinal de contas, viver como hippie ninguém quer, por mais socialista que seja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-8639939538619666917?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/8639939538619666917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=8639939538619666917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/8639939538619666917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/8639939538619666917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/05/um-lindo-rotulo-esquerdista-embalagem.html' title='Um lindo rótulo esquerdista – A embalagem bonita de uma ervilha podre'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S_P5gwWIf0I/AAAAAAAAAEY/yfgtd4gZdP8/s72-c/marx1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-7088524892951278734</id><published>2010-04-27T05:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T07:15:44.959-07:00</updated><title type='text'>O que é o que é... A gravidade?</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S9bcGhWP6rI/AAAAAAAAAEI/5UjzBf4G_58/s1600/Sheldon_Cooper_by_Annime1231.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 134px; height: 162px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S9bcGhWP6rI/AAAAAAAAAEI/5UjzBf4G_58/s200/Sheldon_Cooper_by_Annime1231.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464797202449689266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entrar na universidade aos onze anos e publicar uma tese de doutorado aos dezesseis parece impossível para lógica educacional convencional; mas não para a lógica do físico imaginário Sheldon Cooper no seriado &lt;i style=""&gt;The Big Bang Theory&lt;/i&gt;. Sua sistemática exacerbada aliada a sua perspicácia analítica ilimitada, ambas adoçadas com boas e concentradas doses de egocentrismo e soberba, o indicaram para o que chamamos hoje de o mais audacioso intento científico-teórico, e depois experimental, da história da ciência: O intento da unificação na física.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez seja desnecessário divagar historicamente nas fases que resultaram no despontar do almejo de trazer à compreensão humana um caráter determinístico para o universo em seus eventos intrínsecos. No entanto, vale citar que foi na concepção quase completamente filosófica do matemático Laplace com seu princípio determinístico para os estágios do universo, que a física se inspirou a fim de tornar tangível à limitada cognição humana essa idéia que hoje oscila entre o pessimismo e o otimismo de um suposto êxito. Mas uma questão que me inquieta, e que parece não tocar o ego do Dr. Cooper, é a fundamentação epistemológica dessa tentativa; isso num sentido bem simplista, visto que não pretendo discutir sobre toda unificação, mas tomando dela um exemplo simples e prático de desacordo teórico, e ainda, a busca tendenciosa por querer enquadrar a realidade na vontade própria de que a mesma assim seja, ou seja, unificada, tendo na história pontos que indicam a consciência dessa possibilidade, mas que ficaram abafados pelo burburinho dos que trafegam por essas vias científicas. Esse desacordo está longe de ser corroborado pela retirada de um paradigma a fim de dar lugar a outro, como propõe Thomas Kuhn; será fácil perceber que é a busca pela retirada do paradigma idealista em função do paradigma sensualista, ou seja, materializando ainda mais o universo material, que fundamenta a vaidade inoculada na humildade fingida de que estamos soltos no acaso probabilístico quântico, porém, sozinhos na existência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Leia a postagem completa, &lt;a href="http://prefacio-reflexoes.blogspot.com/2010/04/o-que-e-o-que-e-gravidade.html"&gt;click aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-7088524892951278734?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/7088524892951278734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=7088524892951278734' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7088524892951278734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7088524892951278734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/04/o-que-e-o-que-e-gravidade.html' title='O que é o que é... A gravidade?'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S9bcGhWP6rI/AAAAAAAAAEI/5UjzBf4G_58/s72-c/Sheldon_Cooper_by_Annime1231.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-442658479518228016</id><published>2010-04-08T04:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T07:22:40.310-07:00</updated><title type='text'>Palavras --&gt; Pensamento - Pensamento de quem existe. Cogito Ergo Sum. Logo --&gt; Palavras</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S72_1SrkNaI/AAAAAAAAADw/H6qTLw_x6fU/s1600/conversa_de_beudo_tn.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 142px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S72_1SrkNaI/AAAAAAAAADw/H6qTLw_x6fU/s200/conversa_de_beudo_tn.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457729245711447458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: trebuchet ms;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 18pt; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Existe um livro chamado “Conversas pra quem gosta de ensinar” de Rubem Alves; eu nunca li, mas por diversas vezes não resisti à tentação de comprar alguma obra de Rubem Alves durante visitas à livraria – costumo dizer que algumas de suas obras, quando lidas, fazem-nos sentir golpeados pelo vento das quatro da tarde em meio a altos eucaliptos, e ainda, é inevitável sentir aquele cheiro verde arrastado por esse vento, que parece ser carregado pelos raios de sol que passam entre os altos e pálidos troncos de eucalipto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 18pt; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se eu tivesse a oportunidade de conversar com Rubem Alves eu faria um pedido. Pedia que escrevesse um livro com a seguinte temática, “Aprender a conversar e aprendendo com conversas”. Isso por que eu tenho plena convicção de que em uma boa conversa é possível aprender, não só retendo o que o outro “ensina”, mas também retendo em si mesmo o que o outro “incita”. Em uma conversa virtual (via &lt;i style=""&gt;scrap&lt;/i&gt;) com um amigo chamado Jonas Jácome, proeminente estudante de letras e direito, tive a oportunidade de questioná-lo diante da sua afirmação axiomática que reproduzo na integra:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 56.2pt 0.0001pt 36pt; text-align: justify; font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;As palavras são uma mera representação da realidade, não são a realidade em sua completude. Referem-se tão somente aos precários usos interpretativos lexicais de um determinado povo e lugar. Portanto partindo desse princípio: a Bíblia objeto positivo confirmativo das ações existências deusisticas* seria apenas um livro como qualquer outro −ínfimo e limitado ante a flexibilidade do código simbólico verbal (o pensamento da humanidade – materializado neste mundo tão somente através da linguagem), e a constante leitura ativa das construções frasais. Não estou aqui para levantar a bandeira do Materialismo Imanente descrendo assim o Idealismo Transcendente. Mas sim, para mostrar o caráter múltiplo e qualitativo das coisas em si e a limitada leitura que fazemos delas quando as trazemos para nossas falas, fato este que nos demonstra a necessidade de considerar como e quais fatores contribuíram para o estabelecimento de “Deus” como causa primeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 56.2pt 0.0001pt 36pt; text-align: justify; text-indent: 18pt; font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 56.2pt 0.0001pt 36pt; text-indent: 18pt;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;span style=""&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;color:black;"  &gt;o discurso é moldado de acordo às vontades de que esteve ou está no poder, ou seja, a bíblia é um instrumento de legitimação do poder religioso. Logo ela está apta ser interpretada ao bel-prazer de quem a usa, e faz dela base para um poder relativo ao meio em que está.&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: trebuchet ms;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; text-indent: 18pt;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem mais delongas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; text-indent: 18pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu poderia simplesmente contestar essa afirmação demonstrando o salto pressuposicional incoerente que relaciona a construção lingüística de um grupo de indivíduos, influenciada por, sua história, tradição, cultura, espaço geográfico e a influência do dialeto de outros grupos, com a sua convicção quanto a uma realidade transcendental que muitas vezes se fundamenta na experiência prática de alguns “privilegiados”; essa convicção se perpetua no arraste da história, e no fim, também vai fazer parte de todas as facetas supracitadas que influencia a construção lingüística do mesmo. No entanto, é fácil observar esse salto, tendencioso por sinal, segregando o significado dos sinais correspondentes à escrita em seu enlaçado normativo, do significado nato do sinal em seu contexto cultural e histórico que reproduz apenas o evento em si, seja ele um fato histórico lançado ao conhecimento da posteridade, ou, o registro de uma dada vontade ou pensamento pessoal prosaico a todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; text-indent: 18pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; text-indent: 18pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;Leia a postagem completa, &lt;a href="http://prefacio-reflexoes.blogspot.com/2010/04/palavras-pensamento-pensamento-de-quem.html"&gt;click aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-442658479518228016?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/442658479518228016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=442658479518228016' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/442658479518228016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/442658479518228016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/04/palavras-pensamento-pensamento-de-quem.html' title='Palavras --&gt; Pensamento - Pensamento de quem existe. Cogito Ergo Sum. Logo --&gt; Palavras'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S72_1SrkNaI/AAAAAAAAADw/H6qTLw_x6fU/s72-c/conversa_de_beudo_tn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-2806797797306156784</id><published>2010-03-26T05:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T05:48:27.522-07:00</updated><title type='text'>A presente influência do Woodstock.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S6yszMT62PI/AAAAAAAAAC8/F1SIXQhtAEg/s1600/woodstock-nation.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S6yszMT62PI/AAAAAAAAAC8/F1SIXQhtAEg/s200/woodstock-nation.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452923244316907762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Nunca é demais citar G. K. Chesterton para invocar sua percepção a determinadas verdades; em uma dessas verdades percebidas ele declara que “agente procura a verdade, mas pode acontecer que a agente procure instintivamente as verdades mais extraordinárias”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tanto na arte como na ciência, a verdade é apresentada de forma tal que venha a causar admiração, quando não, espanto. O fato é que em qualquer atitude humana concernente a inspeção da realidade, espera-se sentir &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: arial;"&gt;nessa&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; verdade encontrada um lampejo de gozo, no sentido de provar com a descoberta &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: arial;"&gt;essa&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; verdade que dantes estava imperscrutável à cognição humana. Longe da pretensão de aconselhar Chesterton complementando suas descrições da realidade, eu diria que além de procurar verdades extraordinárias nós também queremos que tudo que apresentemos como nossas verdades, ou mesmo como nossa forma de ver tudo que julgamos ser verdade, seja também visto por todos como uma “coisa” extraordinária. Claro que não podemos especificar se isso é efeito da causa referente a nossos preconceitos e convicções pessoais, ou então, da vaidade contida no nosso ser de tornar aquilo em que depositamos nossas convicções algo mais embelezado por uma roupagem eufemista, tornando então tal convicção uma verdade extraordinária.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Bom seria se o ato de tornar a própria verdade algo extraordinário tivesse se limitado somente a “suposta” conversão dos Beatles ao hinduísmo em meados de 1966, quando George Harisson e John Lennon em viagens à Índia usaram a &lt;i style=""&gt;Bagavad-Gita&lt;/i&gt; (cartilha do hinduísmo) para “extraordinarizar” as singelas e românticas músicas dos garotos de Liverpool, que até então apenas cantavam sobre pueris relações amorosas, corações quebrados e garotas ideais almejadas por jovens rebeldes. Claro que canções como &lt;i style=""&gt;Sgt. Pappers&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;Imagine &lt;/i&gt;se perpetuaram como escolas musicais para futuros músicos - no caso da primeira; e futuros ateus romanticamente naturalistas, no caso da segunda – &lt;i style=""&gt;Imagine a word no religion&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Mas esse “bom seria” não é um fato, e a profecia de Chesterton também alcançou o mosaico da ciência quase uma década depois da conversão dos Beatles com a publicação do &lt;i style=""&gt;The Tao of Phisics&lt;/i&gt; (1975) de Frirjof Capra, alguns anos mais tarde veio a publicação de &lt;i style=""&gt;The Web of Life,&lt;/i&gt; e, O Ponto de Mutação (editora Cutrix no Brasil), ambas do mesmo autor do &lt;i style=""&gt;Tao&lt;/i&gt;. Acredito que a revolução hinduísta beatlemaníaca em 1966 não tenha nenhuma relação com Capra no que diz respeito a sua congratulação de doutor em física pela Universidade de Viena nesse mesmo ano – mas, sinceramente, tenho lá minhas dúvidas, até por que a Era do sexo, drogas e rock n’ roll estava só germinando, e o histórico Woodstock estava prestes a entrar pra história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;O ponto fundamental do pensamento de Capra se encontra na fusão entre, as teorias de caráter construtivo da mecânica quântica, e o misticismo oriental nas vertentes do hinduísmo, do budismo, do taoísmo, do zen e do I Ching. A física moderna, agora, é obrigada a suportar o “próprio cuspe no próprio olho” (que caiu por gravidade) depois de tantos séculos defendendo uma concepção mecanicista do universo gestada com Galileu e Newton; sendo inclusive, tal concepção, a base da inspiração dos físicos que procuram unificar as forças (conhecidas pelo menos) presentes no universo em um único sistema de equações. Tudo pelo simples almejo da audácia de torná-lo determinístico em todos os seus estágios de transmudação e entropia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Deepak Chopra e Amit Goswani são companheiros de Capra na difusão dessa nova influência do Woodstock nas cadeiras científicas – ou poderíamos dizer nova vertente de forjar na própria verdade algo extraordinário? O fato é que o estereótipo de “místicos quânticos” foi inevitável, e a cada obra publicada por algum deles, a batelada de críticas por parte de toda classe naturalista da ciência se tornou praxe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;A questão crucial é que, esse exemplo de transformar a própria verdade em uma verdade extraordinária forjada, está longe de ser só mais um motivo de chacota para os materialistas, e ainda, está longe de ser a simples corroboração com o modismo pós-modernista em olhar a filosofia oriental como uma tradição de valor cultural inestimável, sendo digna até de ocupar nossa sociedade com jargões &lt;i style=""&gt;made in&lt;/i&gt; Caminho das Índias. Alguns religiosos, pra não dizer cristãos, tem aproveitado dessa nova exposição da realidade por parte dos místicos quânticos na justificativa de embelezar e embasar a fé, com o intuito de racionalizar a própria crença em Deus por essas vias supostamente científicas. Digo supostamente por que Goswani, Chopra, Capra e outros, tem sido “taxonomicamente” classificados como pseudocientístas assim como toda classe científica detentora do movimento &lt;i style=""&gt;Inteligent Desing&lt;/i&gt;, que erradamente são relacionados aos defensores do criacionismo científico cristão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Para que a questão aqui não se torne demasiadamente obnubilada, é preciso se ater a dois problemas: a busca por verdades extraordinárias por parte dos chamados místicos quânticos, que utilizam os paradoxos da mecânica quântica para fundamentar uma concepção esotérica do universo, em que, mente e matéria estão ligadas por variáveis não-locais, ou seja, variáveis desconhecidas que influenciam um dado evento, sendo assim a base da alusão à filosofia oriental que defende uma concepção holística de universo; e ainda, a intenção de “alguns” em transformar a verdade religiosa cristã em uma “verdade religiosa cristã extraordinária”, utilizando essa concepção holística de universo com base na chamada “consciência quântica” apresentada pelos místicos quânticos. O fato é que, apesar de parecer inteligente, convincente e até ter a intenção de “dar razão aos que questionarem a respeito da fé”, tal ação não possui razão nenhuma – pelo menos razão no que se refere aos padrões bíblicos de fé cristã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Diante dos dois problemas, é preciso apenas considerar que a verdade extraordinária dos místicos quânticos está longe de ser considerada uma ciência respeitada no rol científico. Isso devido ao fato de que a classe científica naturalista sente arrepios em ouvir até pequenos sussurros de sobrenaturalidade na ciência. Não pretendo discutir o motivo (a teoria quântica) que levou esses místicos quânticos a fundamentarem tal idéia, justamente por tratar de um campo da ciência que poucos compreendem com clareza, mas é fácil perceber principalmente &lt;st1:personname productid="em O Ponto" st="on"&gt;em O Ponto&lt;/st1:personname&gt; de Mutação, de Capra, que a permuta entre a teoria quântica e o Taoísmo é forçada e muitas vezes conceitual. A questão é, essa nova classe de religiosos cristãos tem sido formada e tenta dar “razão” à própria fé utilizando toda parafernália esotérica quântica de Capra – talvez pudessem chamá-los de religiosos quanticamente cristãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} a:link, span.MsoHyperlink 	{color:blue; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{color:purple; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Já prefaciado, então...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Émille Durkheim, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;considerado o pai da sociologia moderna&lt;/span&gt;, dizia que “as bases fundamentais do pensamento e consequentemente da ciência possui sua origens na religião”, sugerindo que uma das características fundamentais da constituição de um dado grupo de indivíduos como sociedade é a religião. No entanto, atribuir essa influência da religião como sendo de caráter epistemológico é aceitável quando se considera a realidade vigente em que se encontra a ação científica – a visão de realidade possuída por tal pesquisador, sendo influenciada pela religião, por exemplo, o geocentrismo de Ptolomeu. É comum encontrar cristãos fazendo menção a respeito da fé cristã newtoniana, antes contestada mas agora comprovada com a publicação de obras que mostram Newton como um interpretador profético, como por exemplo &lt;em style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="https://ssl498.locaweb.com.br/pensamento-cultrix/zoom.asp?cod=978-85-315-1520-0" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-style: normal; text-decoration: none;"&gt;As Profecias do Apocalipse e o Livro de Daniel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;(Editora Pensamento no Brasil); sem deixar de citar Ptolomeu, Copérnico, Galileu Galilei, Blaise Pascal entre tantos outros. O problema não está no uso do chamado “argumento da autoridade”, que defende a idéia de que, “se essas grandes mentes criam no Deus cristão, logo quem sou eu pra discordar deles, também creio”, justamente por que no espaço e tempo de muitos deles a aplicação do pensamento de Durkheim é perfeita, e é considerável aludir aos tais exemplificando a perfeita convivência entre a fé e a razão de um indivíduo e suas relações a partir de uma visão sociológica e espiritual. Porém, a mesma prática voltada para o taoísmo de Capra e Goswani não é tão prosaica, não porque os mesmos fazem uso da filosofia oriental esotérica, que não é comumente aceita nos moldes da teologia cristã, mas porque tais questões voltadas não só para a teoria quântica como também para a relação entre sujeito observador e a realidade observada não são tão fáceis de tratar para conceber num modelo teórico que exprima tudo isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Particularmente, vejo que, além da complicada teoria quântica que ainda não é digna de confiabilidade como verdadeira devido ao problema da unificação - segundo Sthephen Hawking em Uma Breve história do Tempo (editora Racco no Brasil) - a relação entre sujeito e realidade é bastante obnubilada, seria preciso relacionar todo o conhecimento em potencial com uma espécie de descrição fenomenológica da realidade e do ato de adquirir conhecimento. Durante vários séculos esse foi um dos grandes problemas da filosofia, a intrínseca relação entre sujeito e realidade material, ocasionando na origem de duas vertentes que são classificadas pelo pensamento filosófico, a razão e o empirismo. Sem mais delongas, até o presente momento, não vejo coerência em justificar a fé cristã aludindo às teorias esotérico-quânticas mirabolantes que colocam a mente humana em plena ligação com todo o universo; em uma análise mais profunda é mais fácil se estabelecer um posicionamento deísta do que o teísmo cristão bíblico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Os materialistas apresentam essa nova vertente da física moderna como charlatanismo quântico; a Verdade Bíblica apresenta algo além da prova da existência de Deus, simplesmente por que o fato de Deus “estar lá” é tão simples e natural que já parte diretamente para a relação entre Deus e o homem. Porém, não há também incoerência em atribuir ao fato de existir nessa existência perceptível as digitais divinas do Criador. “Certo” cristão fez menção a uma frase citada por Carl Sagan, astrônomo, que disse, “a ausência de evidencia não é evidencia da ausência”, como se referindo a ausência de evidencias empíricas da existência de Deus. Ora, o erro começa quando se faz uso desse pensamento visto que Sagan se referia a vida inteligente extraterrestre, e depois, não há ausência de evidencia, a própria existência é a principal evidencia entre outras evidencias. Em Romanos 1: 20 o apóstolo Paulo diz, “[...] os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis”; é possível que o “dar razão da vossa fé” mencionado pelo apóstolo Pedro vá além de dar uma razão lógica, filosófica ou científica da fé, talvez seja dar razão a fé da mesma forma que há razão no relacionamento entre dois indivíduos que se amam, ou seja, não há razão, há apenas realidade, existe apenas um relacionamento real – talvez essa seja a “verdade por si só extraordinária” mais incontestável que exista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cufba%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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é um fácil tão difícil de compreender, e o pior,  tão dificíl de se ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-2806797797306156784?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/2806797797306156784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=2806797797306156784' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/2806797797306156784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/2806797797306156784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/03/presente-influencia-do-woodstock.html' title='A presente influência do Woodstock.'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S6yszMT62PI/AAAAAAAAAC8/F1SIXQhtAEg/s72-c/woodstock-nation.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-2291945366288088954</id><published>2010-03-11T09:37:00.000-08:00</published><updated>2011-10-22T13:02:57.345-07:00</updated><title type='text'>Um Neologismo: Expertalhismo Dawkiniano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S5k1qvlKjgI/AAAAAAAAAC0/9FqZxHaf5sY/s1600-h/richard-dawkins.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447444232724450818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S5k1qvlKjgI/AAAAAAAAAC0/9FqZxHaf5sY/s200/richard-dawkins.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;1° Parte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu soube da existência de um livro chamado &lt;em&gt;God Delusion&lt;/em&gt; (Deus um Delírio, ed. Companhia das Letras no Brasil) de Richard Dawkins, confesso que me senti mal na primeira vez que o vi na livraria. Pensei comigo, "será que alguém conseguiu provar que Deus não existe?", e meu receio foi maior quando folheando o grosso calibre dawkiniano - não só no tamanho do livro na versão em português mas também no ataque estridente sem mensurar conseqüências - percebi logo que o alvo principal era o cristianismo.&lt;br /&gt;Um certo dia me maneando ociosamente numa livraria resolvi comprar um exemplar de Deus um Delírio, porém, antes de ler, preferi me voltar a conhecer um pouco mais a pessoa de Richard Dawkins. Isso com o intuito de entender melhor seu ponto de vista. Diante disso, concluí que o livro deveria ser lido com respeito, mas não ao que estava escrito e sim ao quilate científico de Dawkins - zoólogo evolucionista, professor da Oxford Univesity e autor de vários best-sellers voltados a popularização da ciência.&lt;br /&gt;A proposta deste post não é pretensiosamente levantar alguma argumentação contra Dawkins, as críticas à obra dawkiniana tem sido bem representadas, dando oportunidade aos leitores de observar uma prévia entre as duas faces do histórico impasse entre fé e razão, ou melhor, fé e cientificismo. Alister Mcgrath é um bom exemplo de contra ofensiva, colega de Dawkins em Oxford, biofísico e teólogo, além de autor dos &lt;em&gt;best-sellers&lt;/em&gt; refutativos à obra de Dawkins: O delírio de Dawkins (ed. Mundo Cristão no Brasil) e &lt;em&gt;Dawkins' God: genes, memes and origin of life&lt;/em&gt;, obras que não só criticam Dawkins como também apresentam uma refutação as suas idéias, sendo elas a causa de um interessante debate entre ambos ocorrido em 2007.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante a leitura de Deus um Delírio percebi algumas facetas sutis que estão mais para uma intenção econômica do que para um resultado elucidativo, onde a argumentação científica fica sufocada frente ao aproveitamento por parte do autor da realidade vigente das pessoas que terão acesso a obra. Isso fica evidente nas declarações que dizem, "se esse livro funcionar como espero, os religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem", em outro ponto comunga o conforto de que, religiosos fundamentalistas serão sempre fundamentalistas, sendo assim inconvertíveis. Aparentemente Dawkins tenta prevê seu público alvo agindo pedantemente em alguns pontos, e em outros, sendo pessimista com a realidade mosaica do meio secular, ou seja, pessimista por saber que em geral o meio desprovido do conhecimento científico fundamenta suas concepções no senso comum; para Dawkins, isso não passa de ignorância.&lt;br /&gt;Dawkins não só defende a teoria da evolução como também a apresenta ao leitor como uma “descrição real da realidade”, mesmo negando o fundamentalismo intrínseco no seu discurso estridente, principalmente contra a religião, a forma com que Dawkins apresenta e justifica seu darwinismo dá a qualquer um (em geral leigos, pois Dawkins apresenta sua obra para pessoas segregadas do meio acadêmico e de sua linguagem técnico-científica) a posição de que a teoria evolutiva é um fato irrefutável, ridicularizando e caindo no clássico &lt;em&gt;ad hominem&lt;/em&gt; qualquer um que pense o contrário. Dawkins não poupa nem mesmo autoridades do rol científico, como Francis Collins, ateu convertido ao cristianismo que defende a evolução como o mecanismo usado e escolhido por Deus para desenvolver sua criação. Em uma entrevista num programa de TV americano cujo nome não tem importância, Dawkins elogia Collins por seu trabalho como diretor do projeto genoma, atribuindo a Collins o título de cientista brilhante. É estranho, pois, Dawkins e toda classe atéia ativista (Dan Dennet, Sam Harris e Cristopher Hitchens) usam o termo “brilhante” para se auto-intitularem, com a justificativa de que o termo “ateu” é forte e pejorativo; no entanto, mesmo sabendo que Collins é cristão e já tendo publicado o que eu chamo de sua "justificativa de fé", A Linguagem de Deus (editora Gente no Brasil), ainda sim, Dawkins atribui a Collins o adjetivo de brilhante.&lt;br /&gt;Nessa entrevista Collins é um brilhante até o momento em que o apresentador, também ateu, afirma que Collins em similitude a todos os cristãos acredita na bíblia como revelação divina, inclusive no gênesis em uma conotação metafórica. A resposta de Dawkins é imediata, “então ele não é tão brilhante assim”; fica notório na declaração de Dawkins que o interesse ali é semelhante ao de todos os seus best-sellers bélicos contra a religião, que é o desrespeito à cognição alheia, ficando explícito que o brilhantismo está na questão da existência de Deus e não na produção ou representação científica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse fato isolado fica longe de uma descrição não tão concisa do trabalho e da pessoa de Dawkins, sem deixar de citar sua importância intelectual no meio secular até por que Dawkins é um sujeito com uma publicação científica expressiva. No entanto,  a fundamentação da militância dawkiniana contra a superstição tem suas bases em &lt;strong&gt;paradigmas&lt;/strong&gt;, sendo eles estritamente materialistas numa &lt;strong&gt;roupagem científica "incontestável segundo ele"&lt;/strong&gt; que deixam o receptor do argumento envolvido com o suposto caráter cientifico das “evidências” naturais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;2° Parte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O uso dos paradigmas pós-modernistas – principalmente o relativismo no que diz respeito à moral como resultado do pensamento naturalista – faz com o que o sujeito enxergue tais argumentos como supostamente óbvios, no entanto, o mesmo sujeito esquece que ele próprio é um fruto desses paradigmas. De forma mais sucinta, é a aplicação real do homem como resultado do meio social numa alusão a Hegel; ou ainda, da disponibilidade tecnológica no sentido mais amplo de tecnologia como propunha Marx. Em relação à gestação das convicções do indivíduo pelo meio, Dawkins parte do pressuposto de que todo sujeito dotado de uma mínima parcela de conhecimento corroborará com sua argumentação, visto que para ele os ateus são sempre mais inteligentes por que não se submeteram à tendência de crer em nada alem da realidade física; e ainda, foram agraciados com a aleatoriedade que os colocou em um tempo e um espaço no qual o acesso à tecnologia é mais facilitado, corroborando com a superestrutura marxista que compõe a sociedade e que faz da tecnologia sinônimo de inteligência, essa por sua vez sinônimo de ateísmo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O fato é que Dawkins causa um olhar indiferente (pra não dizer amedrontado) na classe religiosa de leitores que conhecem seu trabalho, e ainda, um deleite a tempos potencializado por aqueles que defendem a posição do néscio no salmo 14, que diz no seu coração: “não há Deus (...)”, satisfazendo o anseio de viver sozinho na existência sem nenhuma dívida condenatória que lhe venha a ser atribuída. Dawkins além de invocar as palavras do néscio ainda declara, “ateus, saiam dos armários (...)”, e encerra Deus um Delírio com o que ele chama de, palavras de “otimismo e esperança”, fato estranho numa tentativa camuflada de justificar a vida numa posição em que todas as convicções estão voltadas para o nada. No materialismo não há esperança ou otimismo para o fim da vida, o que existe é o vácuo absoluto, a inexistência da consciência, com o objetivo de confortar a todos aniquilando a dor que sentimos em existir. Essa filosofia de vida é milenar, sendo característica dos epicuristas gregos que invocavam o atomismo de Demócrito para justificar a justa posição frente às mazelas da vida - Dawkins não está fazendo nada de novo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Talvez o maior expertalhismo de Dawkins seja na consciência do período histórico que nos encontramos, em que determinadas características da pós-modernidade dão munição ao argumento ateísta que se restringe ao materialismo filosófico, além do naturalismo, na aleatória sucessão de eventos hipotéticos que justificam a realidade perceptível. Essa talvez seja a justificativa da prosaica posição adotada pelo homem pós-moderno de ser cauteloso nas suas escolhas visto que, a instituição religiosa, seja no caminhar paralelo e segregado do Estado, ou ainda, envolvida e influente nos trâmites governamentais confundindo-se até com uma teocracia, não deixa um registro histórico louvável na intenção de usar tal registro como argumento defensor ante os ataques da estirpe dawkiniana. Diante dessa realidade, fica difícil para o sujeito assimilar o conhecimento com crítica e perícia, até por que: o conhecimento teológico; a importância histórica da religião; a sua participação na instituição moral das diversas sociedades vigentes; a influência cristã nos paradigmas econômicos e sociais; a relação do homem x natureza no sentido mais filosófico de percepção e conhecimento da realidade; e por fim, o mal uso dos princípios da fé, que tem se tornado objeto de mercado não se diferenciando, por exemplo, de commodities agrícolas negociados em função da oferta e da demanda, não faz parte da vida cotidiana do sujeito que se volta a pensar em tais questões referentes ao conflito: mundo espiritual e mundo material. Para alguns, todas essas questões causam reflexão pois os mesmos tem consciência de que se trata da própria existência, no entanto, outros preferem apenas existir adotando um agnosticismo indiferente, se abstendo do enfado causado pelo trabalho de averiguar esse campo tão turbulento do conhecimento.&lt;br /&gt;Alguém, num dia de prosa comigo, citou que Dawkins não era "intelectualmente honesto", e de fato ele não é, não precisar ser um religioso, no sentido mais amplo, para constatar isso. Muitos ateus se mostraram contrários aos ataques de Deus um Delírio, que em geral é contra qualquer forma de divindade, no entanto, é cômico perceber que Dawkins não usa nenhum critério para invocar divindades como Zeus, Horus, Mitra, Brahma e Odin na iniciativa de atacar o cristianismo. Porém é fato que Deus um Delírio e ainda o próprio Dawkins tem deixado de ter tanta expressividade atualmente, talvez pelo fato de que essa desonestidade intelectual tenha sido evidenciada por ter ficado notória a intenção estritamente lucrativa em publicar uma obra atrás da outra sobre tais questões. Na maioria delas, com argumentos repetitivos e mal educados cientificamente, apresentando a ciência de forma errada para quem não tem conhecimento do papel e das limitações epistemológicas da ciência. Já me desculpando do neologismo forçado para o termo "expertalhismo dawkiniano", tenho em mente de que a esperteza de Dawkins é bem maior do que a simples fagulha supracitada, e que podemos aguardar com calma, pois Dawkins e sua classe ativista atéia ainda vão espernear muito na intenção de chamar atenção, é só esperar a próxima investida de algum deles.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eles estão soltos, mas nós estamos de olho neles.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-2291945366288088954?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/2291945366288088954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=2291945366288088954' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/2291945366288088954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/2291945366288088954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2010/03/um-neologismo-expertalhismo-dawkiniano.html' title='Um Neologismo: Expertalhismo Dawkiniano'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S5k1qvlKjgI/AAAAAAAAAC0/9FqZxHaf5sY/s72-c/richard-dawkins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-9072663823553320876</id><published>2009-10-02T09:18:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T09:21:57.158-07:00</updated><title type='text'>Porque uma flor vaidosa faz aninhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“...a alma é movida pela saudade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que seria da saudade se não houvesse o tempo? Como ficaria a nostalgia?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A alma não seria movida, ficaria parada sem o tempo para movê-la, perdendo assim o sentido de existir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://prefacio-reflexoes.blogspot.com/2009/10/porque-uma-flor-vaidosa-faz-aninhos.html"&gt;(Texto completo aqui)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-9072663823553320876?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/9072663823553320876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=9072663823553320876' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/9072663823553320876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/9072663823553320876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2009/10/porque-uma-flor-vaidosa-faz-aninhos.html' title='Porque uma flor vaidosa faz aninhos'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-31074883683433841</id><published>2009-09-21T05:31:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T22:40:04.938-07:00</updated><title type='text'>São as marcas que nos fazem presentes um no mundo do outro - Kate Danny Forster</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/Srd7GNP4ZSI/AAAAAAAAACs/rbBN9M1WvyA/s1600-h/171525321_b19ce79436.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px; float: left; height: 135px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383907226110420258" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/Srd7GNP4ZSI/AAAAAAAAACs/rbBN9M1WvyA/s200/171525321_b19ce79436.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, as marcas nos fazem presentes uns nos outros, mutuamente e reciprocamente. As marcas são gestoras das nostalgias que de tempos em tempos visitam o estado de espírito daquele que se propõe a contemplar estas marcas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de não podermos retardar o tempo que &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;sutilmente&lt;/span&gt; sentimos e que fica mais evidente quando a transformação é acentuada, ainda sim, conseguimos desenvolver mecanismos que possuem a capacidade de enganar esse tempo inquieto e incansável. Assim, privamos a nossa essência do tribunal do tempo que nos julga sem julgamento prévio culpados por vir-a-ser, sem ao menos ouvir o que temos a dizer em nossa defesa - lançando sobre nós a sentença no instante em que chorando entramos nesse mundo, consumando o decreto &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;condenatório&lt;/span&gt; do juiz implacável, quando em silencio partimos muitas vezes sem chance de nos despedir, sem chance de um último desejo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As marcas são os resultados da nossa essência, essa que astutamente conseguiu driblar a imposição eterna em todo aquele afortunado que adentra na existência, no instante que recebe para si a consciência de que obteve involuntariamente o estado de ser. Apesar de não existir outra alternativa se não a de estar preso a esta realidade inegociável, aliviamos, quando por hora não nos esquecemos, a condenação que começa no choro pueril do nascimento e que se consuma na partida silenciosa pelas vias da morte, na viajem enigmática que fazemos de volta para o não-ser.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Olhar&lt;/span&gt; para as marcas é, como diz &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Drummond&lt;/span&gt;, "não nos afastarmos, irmos de mãos dadas", é eternizar o rosto amado na banalidade aparente do retrato tirado, que eterniza o momento em que se ama aquele que foi "retratado", mesmo se porventura perceber que esse amor era &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;efêmero&lt;/span&gt;, e que consequentemente não era amor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Do amor ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;desamor&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Entre amor e &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;desamor&lt;/span&gt;, o tempo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;No tempo, do amor ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;desamor&lt;/span&gt;, amor &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;efêmero&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Amor que é amor é amor,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;amor que é &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;efêmero&lt;/span&gt; é &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;desamor&lt;/span&gt;,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;amor que é &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;desamor&lt;/span&gt; não é amor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Amor de ontem,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;amor de hoje,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;amor de amanhã&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;se ainda houver amor...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Para o amor,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;amor que é amor,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;é eterno amor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Que seja eterno enquanto dure", já dizia o poeta. No entanto, há marcas eternas que não só nos fazem presentes no mundo uns dos outros como também nos torna eternos no universo &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-corrected"&gt;singular&lt;/span&gt; alheio. O "eterno durável" e mensurável é reflexo imperfeito das &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;idéias&lt;/span&gt; do mundo das &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;idéias&lt;/span&gt; eternas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há marca mais eterna do que a marca do amor, do &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;multifacetado&lt;/span&gt; amor, desde o amor romântico dos amantes passando pelo amor das amizades, até o amor causado pelo propósito eterno, que é o único capaz de tirar a sentença causada pelo pecado cometido com o ato de vir-a-ser.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De mãos dadas é mais fácil, o fardo fica mais leve; de mãos dadas com as marcas, com as marcas eternas - e então, enquanto a viajem enigmática e silenciosa é feita por aqueles cuja condenação foi consumada, as marcas os traz de volta para o mundo daqueles que ainda estão carregando o fardo, e cada olhar &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;direcionado&lt;/span&gt; para as marcas esculpidas pelas essências &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;habilidosas&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;indomáveis&lt;/span&gt;, transforma o eterno durável do poeta, com suas essências &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;efêmeras,&lt;/span&gt; em "eterno atemporal", este que é detentor das essências escultoras das marcas eternas que corrobora com a verdade que diz, "não haverá limites para o homem (&lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Gn&lt;/span&gt; 11:6)", &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;mesmo&lt;/span&gt; diante da sentença iniciada na &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;parturição&lt;/span&gt; e consumada na morte; mesmo diante do julgamento cuja sentença é única, e cujo juiz é &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;insubstituível&lt;/span&gt;, o tempo. Ainda sim, conseguimos deixar nossas marcas uns nos outros, nos fazendo presentes no mundo alheio e, com isso, nos tornando eternamente presentes mesmo depois do cumprimento da sentença ao iniciar a viajem de volta para o não-ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-31074883683433841?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/31074883683433841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=31074883683433841' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/31074883683433841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/31074883683433841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2009/09/sao-as-marcas-que-nos-fazem-presentes.html' title='São as marcas que nos fazem presentes um no mundo do outro - Kate Danny Forster'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/Srd7GNP4ZSI/AAAAAAAAACs/rbBN9M1WvyA/s72-c/171525321_b19ce79436.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-5992032695416728590</id><published>2009-09-11T10:27:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T12:50:17.478-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre Ortodoxia - Gilbert Keith Chesterton - (2)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SqqMMb_YrpI/AAAAAAAAACk/yTs3DoK26Fg/s1600-h/g_k_chesterton1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SqqMMb_YrpI/AAAAAAAAACk/yTs3DoK26Fg/s200/g_k_chesterton1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380266850147413650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;G.K. Chesterton - &lt;i&gt;“Sua visão espiritual é estereoscópica, como a visão física: ele vê duas imagens simultâneas diferentes, e, contudo, enxerga muito melhor por isso mesmo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;“Mas a cruz, embora tendo no seu centro uma colisão e contradição, pode estender seus quatro braços eternamente sem alterar sua forma. Por te um paradoxo no seu centro ela pode crescer sem alterar sua forma. Símbolo obnubilado.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Talvez na primeira postagem estas duas declarações tenham ficado um pouco desconexas em relação à primeira afirmação que era direcionada ao cristianismo. O cristianismo é centrífugo, se propaga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Antes de voltar a essa questão e justificar a minha interpretação ou extrapolação do pensamento de Chesterton a outras questões referentes à pós modernidade, sabendo que Chesterton não alcançou a pós modernidade, mas a ela seu pensamento se aplica, é preciso reconhecer que uma parte do cristianismo pós moderno se encontra muito mais no enclausuramento do que na propagação. Muitos hoje, principalmente os auto intitulados representantes da revelação divina, preferem se voltar para questões meramente fúteis e “picuinhosas” referentes às supostas facetas práticas do cristianismo, entre elas, a tão enganadora teologia da prosperidade, que não passa de um camuflado anseio em se beneficiar com o estado natural do mundo, que é a decadência provocada pelo fardo existencial, e as grandes cruzadas “curandeirísticas”, que mais se parecem com um circo de exibicionismo do que com a ação milagrosa de Deus na cura de enfermidades físicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;É notório que as declarações de Chesterton em ortodoxia mais estão direcionadas a questões epistemológicas do homem ante a investigação da existência, e de uma forma habilidosa, demonstra que o materialismo filosófico e o realismo a que parte da ciência se encontra, são posições não tão confortáveis como a dos visionários estereocópicos, ou seja, o realismo é tão fundamentalista quanto o mais fanático homem-bomba islâmico que age mediante a promessa de se obter dezenas de virgens em um paraíso fruto de uma “revelação” que historicamente tinha a finalidade de satisfazer necessidades e interesses meramente políticos, ao contrário da teo-filosofia cristã, que prefere se voltar para o fardo existencial a que a humanidade foi acometida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Classificada como um símbolo obnubilado, à cruz é atribuída por Chesterton alguns atributos; ela possui um centro, uma colisão e uma contradição. E ainda declara que nela está presente um paradoxo, onde o crescimento não provoca a alteração da forma, fato geometricamente óbvio. Muitos dos paradoxos da teologia cristã não são obscuros, pelo contrário, são notáveis nas simples declarações como, “amai ao vosso inimigo”, enquanto os paradigmas filosóficos mais antigos dizem o contrário, como no sistema do pré-socrático Heráclito, que diz, a luta é a essência de todas as coisas; o paradoxo cristão se torna absurdamente ridículo ante a justificação do progresso como resultado da guerra segundo Nietzsche, e que o Super-Homem é o modelo a ser alcançado, enquanto o publicano réu confesso da parábola bíblica é a mais clara demonstração da fraqueza e da mediocridade a que o homem foi condicionado a viver de forma aceitavelmente satisfatória. Claro que tudo isso foi apenas a base para tecer meu pensamento, a declaração de Chesterton se resume simplesmente no contraditório geométrico duas hastes da cruz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;“Estender eternamente seus braços sem alterar sua forma”, o mesmo depois foi dito, “aumentar seu tamanho, crescer, sem alterar sua forma primária de cruz”, dizendo a mesma coisa ambas as declarações corroboram com a história desde a fundação inconsciente do cristianismo durante as viagens missionárias do apóstolo Paulo. A história mostra o crescimento do cristianismo, e me privando de tentar justificar os meios ao qual a expansão do cristianismo se deu - meios esses que tinham em vista interesses políticos, econômicos e de hegemonia imperial, não sendo tão diferente de hoje em muitos meios além das instituições religiosas - justifico o crescimento das duas hastes, a contradição, o paradoxo da cruz cristã, uma perpendicular a outra, formando um ângulo reto entre ambas, nas entidades efêmeras e inatas da existência, o espaço e o tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A analogia do paradoxo cristão na forma de cruz ao sistema cartesiano bi-dimensional que organiza perpendicularmente as coordenadas que descrevem o tipo de movimento a que um corpo está sendo submetido, não foi acidental, mas sim proposital, pois estender seus braços e crescer, como fez o cristianismo, é abraçar o tempo e o espaço. Estender na recíproca relação do espaço-tempo foi mandamento fundamental nas declarações do Cristo, “testemunhareis até os confins da terra”, referente ao espaço, e ainda, “estarei convosco até o fim dos tempos”, referente ao tempo; talvez não só essa, mas várias interpretações desse símbolo obnubilado que é a cruz, sejam a causa da permanência e da sua eficácia ao longo dos mais de dois mil anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Percebemos o mundo no espaço e no tempo, duas coordenadas que sentimos a cada instante no golpear dos nossos sentidos, uma nos fazendo compreender a vastidão a qual nossa pequenez se encontra inserida, e outra, fazendo-nos sentir o esvair da frágil existência material que simplesmente flui junto com o inegociável tempo que para frente lança a humanidade e as coisas que existem. E é justamente aí que se encontra o segredo da declaração do Cristo que dizia, “quem beber da minha fonte jamais terá sede, e quem comer do meu pão, jamais terá fome”, declarando que o diagnóstico para a efemeridade da existência se encontra nos braços estendidos da cruz, que se propagam no espaço e no tempo, crescendo, eternamente crescendo, levando para a eternidade o espaço e o tempo que se tornarão eternos como aqueles que nela se lançam, mesmo no obscuro dos seus significados, na loucura que a mesma representa para a vã filosofia gestada na incontida capacidade humana de se distanciar do propósito eterno, que foi ser criado para Ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-5992032695416728590?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/5992032695416728590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=5992032695416728590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5992032695416728590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/5992032695416728590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2009/09/comentarios-sobre-ortodoxia-gilbert.html' title='Comentários sobre Ortodoxia - Gilbert Keith Chesterton - (2)'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SqqMMb_YrpI/AAAAAAAAACk/yTs3DoK26Fg/s72-c/g_k_chesterton1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-7486524566000107909</id><published>2009-08-24T12:25:00.001-07:00</published><updated>2009-08-31T08:03:03.585-07:00</updated><title type='text'>A ciência que nos torna nós mesmos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SpLpaYPbI0I/AAAAAAAAABk/pz0hgtW2Or8/s1600-h/cienciaf+que+nos+torna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SpLpaYPbI0I/AAAAAAAAABk/pz0hgtW2Or8/s200/cienciaf+que+nos+torna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373613944799437634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; text-indent: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Sempre imaginei a ciência das coisas, que conceitua os cientistas, como algo fabuloso, algo que só é herdado por aqueles que estão dispostos a segregar a própria vida em função do entendimento das coisas existentes. No princípio, achava que a ciência era absoluta no que diz respeito a, fonte de entendimento das vias funcionais e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;constitutivas&lt;/span&gt; físicas da realidade. Estava errado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; text-indent: 9pt;"&gt;Quando não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;possuimos&lt;/span&gt; um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;contato&lt;/span&gt; estreito com os mecanismos utilizados pela ciência para apoiar suas bases fundamentais, somos embebedados na crença de que a vida sem ela é insossa se não tivermos a nossa disposição a definição dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;fenômenos&lt;/span&gt; e a causa de cada um dos efeitos observados pelas nossas capacidades perceptivas. Enquanto alguns utilizam o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cientificismo&lt;/span&gt; para julgar conhecíveis todas as coisas, outros descobrem que esse julgamento é irrisório diante do fato de que a primeira incapacidade humana se mostra &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;no momento que homem tenta descobrir e interpretar a si mesmo. Talvez eu poderia dizer que existe uma boa ciência e uma má ciência; a boa, é aquela que mostra ao homem quem de fato ele é, não no conhecimento da sua constituição física e psíquica, mas o conhecimento no que diz respeito a sua própria incapacidade de conhecer o que almeja; a má, é a ciência que o engana, aquela que o embebeda e o faz acreditar que ela é a sacerdotisa mediadora entre ele e a realidade externa, tornando-o inconscientemente fundamentalista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify; text-indent: 9pt;"&gt;As respostas são os alvos previstos e almejados por aqueles que se submetem a perguntar, e descobrem que o ato de conceber uma resposta resulta na gestação de uma nova pergunta. Apesar das respostas serem os entes desejados no ritual &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;questionamentário&lt;/span&gt;, percebi que não são elas que causam a impulsão humana na perscrutação da realidade, mas sim as perguntas. A consciência de que as perguntas e os questionamentos afloram de forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;indeterminada&lt;/span&gt; e desregrada, me levou aos campos da dúvida; não da dúvida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cética&lt;/span&gt;, mas da dúvida cientificamente cautelosa, que livra o homem da ciência absolutista pedante. A dúvida é a consciência da nossa incapacidade de conhecer a forma cabal das coisas; é pela via da dúvida que a boa ciência  é feita, ou seja, é quando homem toma para si um “sim” dado pela natureza, que é a confirmação de uma hipótese por intermédio das vias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;experimentais&lt;/span&gt;, como um “talvez”.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 119.2pt; text-align: justify; text-indent: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-7486524566000107909?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/7486524566000107909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=7486524566000107909' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7486524566000107909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/7486524566000107909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2009/08/ciencia-que-nos-torna-nos-mesmos_24.html' title='A ciência que nos torna nós mesmos'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SpLpaYPbI0I/AAAAAAAAABk/pz0hgtW2Or8/s72-c/cienciaf+que+nos+torna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-2279908548357972593</id><published>2009-08-24T12:19:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T04:46:43.694-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre Ortodoxia - Gilbert Keith Chesterton - (1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SpLoEzSEYQI/AAAAAAAAABY/dTlmHauhJfk/s1600-h/chesterton.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SpLoEzSEYQI/AAAAAAAAABY/dTlmHauhJfk/s200/chesterton.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373612474589536514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 110.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;G.K. Chesterton:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“O cristianismo é centrífugo, se propaga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“Mas a cruz, embora tendo no seu centro uma colisão e contradição, pode estender seus quatro braços eternamente sem alterar sua forma. Por ter um paradoxo no seu centro ela pode crescer sem alterar sua forma. Símbolo obnubilado.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“E outro símbolo da natureza física expressa bastante bem o lugar real do misticismo perante a humanidade. A única coisa criada para a qual não podemos olhar é a única coisa em cuja luz olhamos tudo. (como o sol do meio dia, o misticismo explica todas as outras coisas por meio da luz ofuscante de sua vitoriosa invisibilidade.) O intelectualismo &lt;span style=""&gt;independente &lt;/span&gt;é (no sentido exato da frase popular) só brilho de lua; pois é luz sem brilho calor, e é luz secundária, refletida por um morto.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“O transcendentalismo pelo qual todos os homens vivem ocupa primeiramente a posição semelhante à do sol no céu. Temos consciência dele como uma espécie de esplêndida confusão; é algo brilhante e informe, ao mesmo tempo fulgor e borrão. Mas o círculo da lua é tão claro e inconfundível, tão recorrente e inevitável, como o circulo de Euclides sobre um quadro negro. Pois a lua é absolutamente razoável; e a lua é a mãe dos lunáticos; ela deu a todos eles o seu nome.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Ortodoxia - além de ser uma obra cômica, devido o imensurável senso de humor de Chesterton, é uma obra prima no que diz respeito à defesa do cristianismo por vias filosóficas. Em boa parte da obra o materialista é relacionado a um louco doente, a sua consciência é determinada exclusivamente por uma sucessão de fatos mediante o resultado de uma cadeia de causalidade e efeito, ou seja, uma ordem bem estabelecida para qualquer evento no tempo para a qual o homem se volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Rubem Alves em Filosofia da Ciência argumenta que, “o homem tende a buscar uma ordem”, o fato é que, a necessidade de ordem está presente na construção de qualquer pensamento, teoria, hipótese e por fim, lei. É a sucessão de eventos, causa-efeito, que faz com que a ordem seja aceitável, e assim, em si mesma auto-justificável. Claro que não é levado em consideração a causa da primeira causa do início do sistema que está sendo construído, caso fosse, o efeito cascata seria inevitável, e acabaria por cair na mesma sentença de causa primária do universo, que pelo menos ainda hoje é e continuará a ser inverificável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Assim como a lua é geometricamente coerente e constante, assim é o materialista, por que se volta para o argumento determinista. Laplace propôs o pensamento de que, seria possível determinar a partir de um modelo equacionário matemático qualquer estágio do universo, não sabemos se ele se referia a estágios físicos isolados, ou se incluiu na idéia, questões meramente humanas relacionadas à escolha e vontade, voltadas para a tão discutida questão do livre arbítrio. O que levanta outra questão acerca de: será que as meras atitudes humanas aparentemente sem causa como argüiu G.K. interferem na sucessão de eventos físicos no universo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Lembrando o trecho que diz&lt;i style=""&gt;: ”o poeta, místico quer colocar na sua cabeça o céu infinito, o materialista, quer por o céu infinito em sua finita cabeça, e a mesma se estilhaça” -&lt;/i&gt; G.K. expôs a forma em que os antigos observavam a existência, mesmo possuindo plena consciência da existência palpável, não conseguiam se desfazer da “natureza” espirituosa, e mesmo ordenando os eventos em cadeia de fatos, por traz havia um revestimento de uma aura mística espirituosa do todo. Com a luz ofuscante de uma fonte informe e borrosa, é possível ver claramente a ação, o fato, o físico, a causa e seu respectivo efeito na existência. A própria natureza do intelecto, a lua, era mais plausível mediante a irradiação da luz mística do sol, ou seja, uma tendência a uma consciência ordenada, mesmo em um universo físico aparentemente ascendente na sua desordem entrópica, seria justificável na declaração de G.K :&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“Sua visão espiritual é estereoscópica, como a visão física: ele vê duas imagens simultâneas diferentes, e, contudo, enxerga muito melhor por isso mesmo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 110.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-2279908548357972593?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/2279908548357972593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=2279908548357972593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/2279908548357972593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/2279908548357972593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2009/08/comentarios-sobre-ortodoxia-gilbert.html' title='Comentários sobre Ortodoxia - Gilbert Keith Chesterton - (1)'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/SpLoEzSEYQI/AAAAAAAAABY/dTlmHauhJfk/s72-c/chesterton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4238333790158745141.post-314939960344069821</id><published>2009-08-24T10:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T10:44:19.026-07:00</updated><title type='text'>O  Prefácio n° 1 - A primeira postagem</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Quando me propus a escrever o que penso sobre determinadas questões voltadas principalmente à ciência, no que diz respeito ao conhecimento e a forma de percepção das coisas que existem, descobri que pensar e escrever são duas coisas que exigem técnicas um tanto distintas. Alguns dizem que escrever é uma arte, diante disso, posso presumir que escrever é uma prática artística que requer muitos critérios, ou melhor, escrever é trafegar pelas vias formais e normativas da língua. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;O que percebi quando comecei escrever alguns textos é que, escrever é uma coisa difícil de fazer, por que como eu já citei, é necessário que existam dotes artísticos no escritor e ainda, que ele seja um bom piloto de idéias. Usando essas duas analogias, não estou ostentando em mim essas qualidades artísticas e o caráter de um bom piloto, estou justificando é a minha considerável habilidade enferrujada dos tempos remotos de desenhar mangás e caricaturas; e ainda que a minha habilidade com a direção de veículos ainda está sendo aperfeiçoada, corroborando com o fato de que ainda não possuo licença para trafegar livremente com veículos automotores pelas vias urbanas. Assim como existem vários paradigmas que nos orientam e determinam a vias normativas para o desenvolvimento de textos, o pensamento também possui seus caminhos de encontros e desencontros, e são esses os caminhos adotados que podem fazer muita diferença na formação intelectual de um indivíduo que se ocupa na prática do pensamento. Pensar também é uma arte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Acredito que o pensamento só tem sentido quando ele é holístico, pois um pensamento isolado em si mesmo nada diz e nada significa. Vejo o pensamento como o resultado de uma soma entre duas variáveis, a variável daquilo que somos e a variável daquilo que vemos. Mediante essa soma, pensamos nas coisas, ou na coisa, mas sempre a coisa objeto pensada está isolada apenas no momento em que está sendo perscrutada, mas na sua essência ela está interligada, e isolada, perde seu sentido - é o que a escola da psicologia &lt;i style=""&gt;gestaltica&lt;/i&gt; demonstra com mais detalhes e definições. As duas variáveis que resultam no pensamento também são dependentes de diversas outras variáveis, e o resultado desse efeito cascata de dependências me diz que, pensar e formalizar conceitos, é uma tarefa bastante difícil, alem de me fazer perceber que o fundamento dessa idéia é o mesmo do cálculo de derivadas parciais, e reconhecendo isso eu estou de ante mão me justificando diante de futuras oposições em relação à essência de algum pensamento, ou em relação às manobras barbeirísticas de um condutor desajeitado e ainda em aperfeiçoamento em relação à escrita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;“Idéias são a prova de bala” - mas as idéias são parturiadas no instante do intenso exercício do pensamento, da mesma forma como nascem as poesias segundo Drummond, que dizia que para se escrever uma poesia é preciso conviver com ela certo tempo. É com base na máquina incubadora do pensamento e no cuidado da convivência necessária para um aperfeiçoamento da mente, que é dada a luz uma idéia, que vem não simplesmente para fazer parte de um rol demonstrativo que rotula as facetas de uma personalidade, mas vem para fazer sua específica função, que antes de qualquer coisa é a de atingir, como um projétil bélico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Talvez eu escreva muito mais com idéias do que com a escrita condicionada às normas do idioma, até por que o único objetivo é o já supracitado, atingir outras idéias que refletem em práticas e posicionamentos que os julgo equivocados, como o relativismo pós-moderno, o materialismo filosófico e a absolutividade pedante da ciência que tem por base única fundamental o naturalismo que se justifica no método científico, onde a intenção é somente usar o conhecimento como bode expiatório ante as calamidades neurais acometidas pelo homem pós-moderno. Essa forma de pensar pós-modernista, que é uma mazela, talvez seja o alvo principal, pois esse mecanismo de pensamento que condiciona a existência do ser humano as evidência empíricas é mórbido, e serve apenas para justificar a prática e o gozo produzido pela internalização de uma idéia que produz uma ação confortadora na consciência humana diante da possibilidade de uma prestação de contas transcendental a essa existência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4238333790158745141-314939960344069821?l=prefacioaopensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/feeds/314939960344069821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4238333790158745141&amp;postID=314939960344069821' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/314939960344069821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4238333790158745141/posts/default/314939960344069821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefacioaopensamento.blogspot.com/2009/08/o-prefacio-n-1-primeira-postagem.html' title='O  Prefácio n° 1 - A primeira postagem'/><author><name>Diêgo Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02531382332823145656</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_oR2hyZgsBI4/S7yQcPMRt0I/AAAAAAAAADI/v4txymkR8vM/S220/OgAAAFs3BVO_IYatD_mQXYuXhNuJEC3kVTC8Edl9YRGaqNEMH1zZn8saZk_QgSNNO_Xm0rEvuZRPDbcgeY6dUfjRYhwAm1T1UOMb9-ERIb2Z31gnKqSFtt2nXK-7.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
